#vidadocampo

Colunistas

Artigos sobre o Agro Negócio

Tecnologia de processos no agronegócio
Mais conhecimento para reduzir custos e riscos Marcelo Benevenga Sarmento Há uma tendência de que os custos de produção agrícola se mantenham elevados para os próximos anos. Salvo algum aspecto pontual de mercado, economia ou nova tecnologia, não é de se esperar que tenham redução significativa. Neste cenário preocupante, porém esperado, o adoção de tecnologias é necessária para obter-se maior produtividade, qualidade nos processos e margens de lucro mais interessantes. Pesquisadores, técnicos e produtores têm observado que a corrida tecnológica tem sido intensa nos últimos anos e que os investimentos tem sido cada vez maiores para se obter pequeno ganho adicional em comparação ao que se obtinha no período anterior. O que fazer neste cenário de alto risco? Já que não podemos evitar o uso de tecnologias, podemos utilizar as chamadas tecnologias de processos, que são de baixo custo, causam grande impacto nos sistemas produtivos e dependem essencialmente do conhecimento humano. Nas tecnologias de processos o foco consiste no planejamento, gestão e monitoramento de tudo que é feito na propriedade, desde o controle de custos, ajuste de carga animal, passando pela organização das datas de semeadura de forrageiras, altura de entrada e saída dos animais na pastagem às datas de entoure e desmame. Portanto, percebe-se que a aplicação da tecnologia de processos depende do profundo conhecimento em gestão, aspectos técnico-científicos e atualização constante. A tabela abaixo sintetiza as principais diferenças e mostra alguns exemplos práticos das tecnologias de processos e insumos nas atividades pecuárias. As tecnologias de processo estão intimamente relacionadas à infraestrutura das estâncias, manejo operacional e dependem de planejamento minucioso e acompanhamento frequente de todas as atividades realizadas. Como vantagens, teremos baixo risco e manejo nas mãos do proprietário e colaboradores, minimizando as frequentes oscilações de preços e oferta de insumos no mercado. Para que funcione, no entanto, gestores e funcionários devem estar capacitados na aplicação, monitoramento e avaliação dos processos, que podem estar sujeitos a mudanças nas ações diárias. Em um cenário empresarial altamente dependente de insumos cada vez mais onerosos e que trazem alto risco na sua adoção, a aplicação da tecnologia de processos vem sendo incentivada, principalmente nas atividades pecuárias. Naturalmente, não podemos prescindir da aquisição de insumos, mas este deve ser planejado como estratégias específicas e prioritárias. A ideia é que o funcionamento de uma propriedade rural não seja essencialmente dependente da compra de insumos, mas sim das tecnologias internas de processos. Isso tende a assegurar menores custos de produção e riscos, com reduzido impacto ambiental e sustentabilidade da empresa em longo prazo. Pensemos. Até a próxima coluna. Características e exemplos aplicados das diferenças entre tecnologia de processos e tecnologia de insumos no agronegócio. Marcelo Benevenga Sarmento (E-mail para correspondência: marcelobs05@hotmail.com)

Tecnologia de processos no agronegcio

Histórias de Vida

A Vida no campo como ela é.

Revivendo "Uma prova que move paixões"
Jineteada lida bruta, daquelas antigas, daquelas que se faziam nas estancias por lazer, honrando a tradição. Tradição que se perpetuou no tempo, de geração em geração. Cosas del Campo, queria saber como era tudo isso, como tudo começou, como tudo continuou, e como ainda segue viva a mesma paixão. Fomos nada mais e nada menos que falar com aquela pessoa que dentro da jineteada conta a emoção daquele momento. Fomos falar com um relator, que a 25 anos leva no sangue uma paixão única: a jineteada. Ele é o Xiru Azambuja, esposo da Roberta, sua companheira de vida. 1992, ano onde ele lembra que a paixão da vida dele começava, ele pegava por primeira vez um microfone para relatar uma jineteada. O Bageense nos conta que muita agua correu na atividade, muitas coisas mudaram, e afirma que hoje a jineteada é mais profissional, pois faz questão de dizer que a de antes era mais campeira, quem montava eram apenas os homens de campo. Hoje em dia cidadãos que não vivem a lida diária no campo são ginetes profissionais, comenta. Na vida dele ele agradece por ter visto do melhor e do "não tão bom", assegura que tem tropilhas espetacularmente lindas que marcaram a retina dele. Uma delas a "Tropilha da Floresta", do Dr. Reinaldo Menezes; a qual ainda segue viva com mais de 50 anos de historia. Mas não foi somente cavalos que ficaram gravados na retina dele, também foram momentos, foram montas que fizeram ele alguma lagrima derramar. "Monta na Arena do Herval", no CTG Minuano, de Pierre Rocha. Emocionado comenta que a garanta chega a "se fechar de emoção!". Uruguai, Argentina, Paraguai... A voz do relator recorreu vários CTG, e atravessou fronteiras onde ficam momentos marcados, pois assegura que cada pais tem seu encanto, teu seu forte, tem uma coisa que faz diferente cada um do outro sem se esquecer da mesma paixão pelos potros e aporreados. É assim então que com esta paixão dos potros e aporreados, Xiru se orgulha de fazer parte deste movimento que conta a historia do país, que conta a trajetória de um caminho que ainda continua se escrevendo graças ao sentimento transmitido de geração em geração, porque faz questão de dizer que ainda fica muita gente que honra a tradição. A pergunta que nunca quer calar... Pra aqueles que começam, qual é o caminho? "Se espelhar, tomar os bons exemplos; e claro, HUMILDADE, pra tudo... Ela é a encarregada de nos levar a qualquer lugar." Texto: Maria Eduarda Sanes

Revivendo

Atravessando Fronteiras

Colunas Internacionais

Construindo um sonho.
Tenho visto em Palermo muitos momentos de tensão, pero acho que este foi épico. Esos silêncios que são abrumadores, a tensão que se respira e os segundos nos quais parece que as agulhas do relógio se dobram e não avanzam. O Palermo do ano anterior tinha se consagrado Charque Leopardo, Grande Campeão Macho da mostra. Voltava esse inverno de 2010 para a carga de se tratar coronarse Bi Grande Campeão... Mas nesse dia o destino o cruzou com um garanhão dos mais belos que já foi visto, Maneador Carnavalito. Eu raramente vi um resultado semelhante. Ainda me lembro da explicação do jurado, onde detalhes infimos prevaleceram, para coroar o Grande Campeão Macho Maneador Carnavalito sobre Charque Leopardo. Raúl, seu proprietário e criador, diz que esta história não começou com o nascimento do potro. Mas remonta ao ano de 1990, onde em Paineiras ele conhece, enquanto Don Flavio Bastos ainda vivia a BT Cabaret. Ele diz que fez todas as tentativas para adquiri-lo e não foi possível. No ano seguinte o garanhão é levado para Esteio, sendo reservado como Campeão em sua categoria atrás do que seria o Grande Campeão da exposição. Don Tuchi Matho convence Lila Telechea a vendê-lo, fazendo-o concordar com isso. Foi realmente uma fortuna o que pagamos, diz Raúl. Foi realmente completo e moderno para a época. "Desde que o vi pela primeira vez, me apaixonei." Mas a criação flutua e avança, por isso foi em uma época em que Julio e Felipe Ballester vendiam porcentagens de alguns garanhões. Raúl e seu sócio Marcelo Gaztambide escolheram o Charque Capricho. Comprando na primeira instância 50%. Eles escolheram pensar em cruzar com as filhas do BT Cabaret, por seu selo racial, avanço, estrutura óssea. No ano seguinte, eles adquirem a outra metade. Uma parte é paga com dinheiro e a outra com éguas. É de onde vem o Charque Justo José. A partir de hoje ele tem em seu genético Charque Ventarrón. Da Garotinha com El Capricho nasceu o Carnavalito, que cresceu em um campo que alugaram em Maipú. Ele pensou em tirá-lo de um potro, mas ele não estava em forma, aos 3 ele foi levado para o Remanso, o campo de seu parceiro Marcelo. Sendo amigo do Brasil, ele mostra e diz: "isso vai ser bom". De lá, ele cuidou de si mesmo e foi para o passaporte de Las Flores, onde ele deixa o Grande Campeão. No ano seguinte, já em 2010, vai para o Outono, onde deixa o Grande Campeão. O seguinte foi inevitável ... apresentá-lo em Palermo. "E ele tinha toda a fé ... mesmo sabendo que o Leopardo iria" ... "Era um Palermo no qual eu decidi aproveitar, eu ia assistir a dança, quando foi tirada. Aquele ano foi o Bicentenário da Pátria. Aquela que se tornaria Grande Campeã seria imortalizada em uma estátua de bronze na entrada da propriedade em Palermo. São aquelas coisas que no momento, talvez não tenham a importância, mas que com o passar do tempo a lenda se torna maior. Naquele dia, o sonho de Raul como criador tomou forma, combinando a perfeição de um garanhão (BT Cabaret) com as qualidades de outro (Charque Capricho). Para Raúl, Palermo é como sua segunda casa, e naquele dia e naquele lugar tão especial para ele, conjugo o destino com o trabalho de envelhecimento de 30 anos. "Sempre que entro em Palermo pela rua Sarmiento olho para a escultura do Carnavalito, parece me fazer uma piscadela". Então a venda e exportação continuaram. Hoje se reproduz no Brasil de maneira muito satisfatória. Imprimindo seu selo racial, acima de tudo. "A premissa que governa a minha maneira de criar é, primeiro que é crioulo, depois vêm as outras virtudes."

Construindo um sonho.

Criadores

A paixão por criar

Cabanha El Chiripá
A estancia do avô que se transformou no berço dos campeões. A Cabanha El Chiripá, da família Montans Ferrando, está localizada na localidade de Caraguatá no pais vizinho Uruguai. Cabanha que ano que vem comemora seus trinta anos de criação. Mas para chegar a quase trinta anos de criação, muita seleção foi precisa, muito aprendizado, e claro, bons cavalos. Para conhecer um pouco mais desta história, fomos falar com Juan Montans, proprietário da mesma, quem nos abriu as portas e nos contou detalhe por detalhe desta emocionante história de amor pelo cavalo crioulo. "Princesa" ...assim se chamava a primeira égua da cabanha, comprada pelo casal (na época noivos), para andar e aproveitar os finais de semana, égua que acharam “linda” e por isso compraram. Mas como todos sabemos, o amor pelo cavalo, seja ele qual for, é contagiante, é uma luz que se ascende, muito difícil de apagar. E este caso não é a exceção... Uma égua não era suficiente. Eles além de andar, ensilhar, e aproveitar... queriam criar. Criar... a aventura mais grande da vida deles, uma viagem que tem rumo e que sempre se conhecem coisas novas. Tudo começou com três éguas "de manada", compradas em uma fera que se realizava em "Melilla" logo após terminadas as exposições de outono ou primavera no prado. No caso, os sangues eram provenientes de Ponce de León, criador famoso da região. Na época, era tudo muito novo, tudo muito pelo azar, ainda sem muito conhecimento. Porém, entre tantas coisas que a raça proporciona, ela proporciona amizades, amizades das verdadeiras, daquelas que aconselham o melhor caminho. E foi na FICCC de Palermo do ano 89, que compraram seu primeiro garanhão com indicação de grandes criadores, o qual prometia fazer um grande aporte a cabanha, usaram três anos, e começou junto as três éguas que tinham comprado, a produção da "Cabanha El Chiripá", produção que segue até o dia de hoje, enchendo de satisfação e orgulho. E falando em satisfação e orgulho, nós fomos perguntar para o Juan "Qual foi a primeira satisfação?" para nossa surpresa, a resposta foi: "Criar... criar é a primeira satisfação, decisão que surgiu a partir de uma simples égua". Ele nos comenta que é uma atividade que involucra a família toda, uma atividade que gera um sentimento realmente único. Mas essa satisfação, logo se materializou em resultados, em grandes campeonatos. Como foi a vez de Camelia Caraguatá, o primeiro produto da criação em chegar a grande pista do Prado no ano 1999 e conquistar o campeonato de fêmeas, logo foi fazer parte da manada, dando filha e neta grandes campeãs. Tudo isso só foi possível graças ao continuo estudo da raça, de sempre querer saber e estar por dentro de tudo o que acontecia nela. Esteio começou a ser uma cita infatível todos os anos, entre outras atividades, sempre em busca de mais conhecimento, claro. Pronto chegou a hora de usar sangues brasileiras e argentinas, daquelas que eles olhavam nas grandes pistas de Esteio e Palermo; mas para isso acontecer Juan nos conta que tiveram que ter uma base de mães sólida, para ter a certeza de que esse passo que estavam dando, ia dar certo. Assim usaram BT Rubí, um filho de BT Lucero, Amigazo Tabaco Rubio, entre outras. Sempre na busca de acasalamentos certos, sempre na busca de materializar a satisfação de criar com resultados nas pistas. E assim foram passando os anos, muitas éguas passaram, muitos garanhões marcaram a diferença, muitos momentos e lágrimas de alegria vão ficando na memória de Juan, Cecília e seus filhos. Hoje já são dez campeonatos do Prado ganhos, com a certeza que não estão longe do caminho certo, aconselhando sempre a quem começa a criar que aproveite dessa escolha, que crie o que goste, a raça permite que todos façam isso. Permitiu eles a muitos anos atrás fazer isso, hoje só aproveitam com muita responsabilidade do grande trabalho que fazem, imaginando 30, 40, 50 anos para frente, imaginando novas gerações, imaginando novos sonhos, imaginando novos resultados... Texto:Maria Eduarda Sanes Fotos: Cabanha El Chiripa

Cabanha El Chirip

Bem estar Animal

A vida do campo

Sombra : bom para o gado, melhor para o produtor
Nas regiões climáticas tropicais, os efeitos benéficos da disponibilidade de sombra sobre a produção animal durante o verão não são discutidos. Em regiões temperadas, como o Uruguai, existem duas opiniões sobre isso. Há aqueles que dizem que a disponibilidade de sombra reduz o tempo de pastagem, uma vez que o gado preferirá descansar sob a sombra, mesmo que as condições climáticas não o justifiquem, afetando o consumo de forragem e o comportamento produtivo. Por outro lado, há aqueles que sustentam que o acesso à sombra melhora o equilíbrio térmico dos animais, reduz os requisitos de manutenção e, portanto, aumenta o ganho de peso animal. Os aspectos de bem-estar dos animais também devem ser considerados durante o verão, que é cada vez mais importante no setor pecuário de exportar para mercados de alto valor. Que o animal está livre de estresse térmico é um dos princípios básicos do bem-estar animal. Existe um limiar de estresse calórico a partir do qual a produção animal pode ser ressentida. A questão é se em nossas condições de variabilidade de alta temperatura entre dias e dentro de um mesmo dia, o limite crítico é cruzado ou não e ou se mecanismos de adaptação e ação de compensação impedir que a produção animal seja ressentida. Desde 2001, a INIA Treinta y Tres vem desenvolvendo trabalhos que avaliam o efeito do sombreamento artificial no aumento de peso e no comportamento de novilhos no pasto nas encostas orientais. Abaixo está parte da informação gerada que nos permite afirmar o que está estabelecido no título deste artigo: "SOMBRA: bom para o gado, melhor para o produtor". A radiação e a velocidade do vento também devem ser consideradas, uma vez que alta radiação e baixa velocidade do vento são variáveis ​​climáticas que também têm um impacto no desenvolvimento do estresse calórico no animal. No entanto, em uma primeira fase e do ponto de vista prático, simplesmente sabendo as previsões de temperatura e umidade nos dias seguintes, seria capaz de prever o efeito climático sobre o animal e se for necessário estabelecer alguma estratégia de alívio do estresse calórico. A observação de animais durante as horas mais quentes é um indicador direto de estresse por calor. Sintomas de aglomeração excessiva no sol e ou em torno da fonte de água, bem como sintomas de sibilância (respiração tremenda, boca aberta, baba, língua para fora, cabeça estendida para baixo) podem ser registrados durante as horas mais quentes do dia. Uma melhoria das condições ambientais durante o verão se traduz, por exemplo, em uma taxa respiratória inferior dos animais. Os novilhos com acesso à sombra artificial no pasto apresentaram uma freqüência respiratória mais baixa durante o meio-dia e a tarde, em comparação com os novilhos que não tinham acesso à sombra artificial. Em média, o gado que não teve acesso à sombra apresentou 12 respirações por minuto entre as 10 e as 18 horas do que o gado que teve acesso à sombra na área de pastagem. O aumento da taxa respiratória é um dos mecanismos fisiológicos que o animal tem para eliminar o excesso de calor no corpo gerado pelas condições ambientais (temperatura, umidade relativa, radiação, velocidade do vento) e por atividades físicas (atividade de pastagem) ) e ou metabólica (digestão de forragem). Melhor para o produtor, uma vez que aumenta o ganho de peso dos animais e melhora as condições sanitárias do rodeio. Menos exposição ao sol do gado durante as horas mais quentes do dia, também traz benefícios do ponto de vista da saúde, uma vez que o sistema imunológico dos animais pode ser afetado sob condições de estresse por calor. A informação consistente obtida na Unidade Experimental Palo a Pique quantificou que os touros com acesso à sombra de sudangras de pastagem registraram um aumento de peso 14% maior do que os touros sem acesso à sombra durante os verões de 2002 e 2007. Na região Norte do país, Simeone e Berreta (2005) relataram diferenças ainda maiores a favor de animais com acesso à sombra durante as horas mais quentes em novilhos pastoreando pastagens melhoradas. Por outro lado, casos extremos de estresse calórico no animal antes do embarque ou abate podem determinar um maior pH da carcaça que afeta a qualidade (cor escura da carne) e a vida útil (maior crescimento de bactérias) da carne da carcaça. animal estressado. Priorize as categorias mais suscetíveis Se a disponibilidade de sombra for restritiva (nem todos os animais podem acessá-la), o gado no término deve ter a prioridade de uso para maximizar os benefícios para o produtor. Esta categoria é mais suscetível ao estresse por calor devido à maior quantidade de gordura subcutânea e ao maior tamanho dos órgãos internos (vísceras) responsáveis ​​pela geração de calor metabólico. Ou seja, os animais mais gordos sofrem mais calor. O tempo de pastejo é afetado pela sombra? Existe o medo de que os animais com acesso à sombra passem menos tempo pastando e que, portanto, se ressentirão de seu comportamento produtivo. Observou-se o uso da sombra de novilhos em pastagens em sudangras em 2 dias contrastantes, um dia quente (27,1ºC) e um dia temperado (19,9ºC), dependendo da temperatura média durante as horas de luz. No dia quente, os novilhos concordaram mais cedo na sombra, fizeram uso mais intenso durante as horas mais quentes, e depois recuaram para o pasto. Isso mostra que o animal usará a sombra mais intensamente quando as condições climáticas o justificarem. Deve-se notar que um período mais curto de pastagem diurna devido ao uso de sombra, não implica necessariamente um menor consumo de forragem, uma vez que outros componentes que determinam o consumo de matéria seca devem ser considerados, tais como: taxa de lanche, tamanho de mordida e tempo de pastejo noturno. Considerações práticas sobre sombras artificiais Altura de 3 a 4 metros da superfície do solo para permitir a circulação do ar, de preferência com uma ligeira inclinação para permitir o escoamento da água da chuva. Calcule entre 3 e 4 m2 de malha por boi. No momento, o m2 de sombra custa cerca de 0,60 dólares. Orientação leste-oeste para maximizar a quantidade de horas-sombra efetivas durante o dia. Monitorar condições de umidade, lama e excesso de esterco sob a malha de sombra; portanto, em condições muito úmidas, a orientação é preferível a orientação norte-sul da sombra para permitir mais horas de sol sob a malha para melhorar as condições de higiene. Para que a malha dure mais, deve ser colocada com fivelas ao longo de cada 30 cm, e os fios que a atravessam acima e abaixo para que o vento não a levante. Não é conveniente fazer sombras com mais de 20 m de comprimento. É melhor ter várias sombras distribuídas em um paddock do que uma única muito longa. Muito importante, não se esqueça de que os aspectos de nutrição, saúde e disponibilidade de água de qualidade ainda são essenciais para alcançar boas taxas de produção durante o verão e que o fornecimento de sombra não corrige erros associados à manipulação de animais. Elaborado com base no artigo: SOMBRA: Bom para o gado, melhor para o produtor. Engorda de novilhos durante o verão. INIA Magazine No. 13 Por ForoRural

Sombra : bom para o gado, melhor para o produtor