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Comércio brasileiro de soja tem grandes oportunidades com disputa EUA x China

Data: quarta, 14 de março de 2018 - Hora: 09:22

As oportunidades para o comércio de soja no Brasil - atualmente o maior exportador mundial da commodity - são consideráveis e crescentes diante da guerra comercial entre China e Estados Unidos. A possibilidade de uma negociação direta entre chineses e brasileiros pode estar próxima -- com a utilização de um mecanismo denominado 'trade settlement agreement' - um acordo de troca de divisas firmado entre Brasil e China em 2013 para facilitar o comércio bilateral.

" O acordo foi feito entre o Banco Popular da China e o Banco Central do Brasil para que as exportações e importações entre os dois países pudessem ser feitas em yuans e reais. Ele já existe e só precisaria ser aprimorado para essa negociação específica com soja. Agora, com a disputa em torno das sobretaxações do aço e alumínio dos EUA, essa seria uma maneira de o Brasil e China fazerem um movimento geopolítico e renovar a linha desse acordo, aumentá-lo e, eventualmente, permitir que as exportações de soja sejam feitas também em reais", explica o economista e professor do Insper Roberto Dumas Damas, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta terça-feira (13).

Acordos como estes favorecem relações perenes e fortes, aponta o especialista. Estabelecida no comércio da soja, haveria diminuição da utilização do dólar nas transações (ou colocada em segundo plano), propiciando a negociação direta entre moedas não conversíveis -- como o real e o yuan, mas que dêem segurança aos dois países.

"O dólar não vai sair do mercado internacional, mas do lado geopolítico poderíamos voltar a discutir o "trade settlement agreement" especificamente para as transações de soja entre Brasil e China, fechando as negociações em reais e yuans num sistema de swap agreement (contrato de derivativos que permite a troca de posições com outros ativos), diz Damas. "Dessa forma você ficaria cada vez menos dependente das cotações em dólares em Chicago", completa.

O maior benefício, portanto, seriam as relações comerciais acontecendo em suas moedas locais e favorecendo a ambos, compradores e vendedores, mesmo que a principal referência para a formação dos preços da soja continue vindo da bolsa norte-americana. O caminho seria um novo acordo específico para o agronegócio, que poderia ser, inclusive, ampliado para demais produtos brasileiros exportados para a nação asiática. As negociações resultariam na recriação da Bolsa de soja brasileira, que chegou a existir timidamente na BM&F no início dos anos 2000.

"Com isso, a China daria um 'tapa geopolítico na cara' dos EUA, diminuindo a utilização do dólar e permitindo que a soja fosse totalmente precificada em reais. É óbvio que a referência ainda viria da Bolsa de Chicago, mas seria outro movimento. Sua dependência vai diminuindo e esse pode ser um movimento melhor do que se os chineses comprassem '100 milhões de toneladas do Brasil'. Nem nós queremos vender tudo para eles, e nem eles querem comprar tudo da gente, pois poderia se construir uma dependência mútua exagerada. Por isso esse novo "trade settlement agreement" seria um bom momento", diz o economista.

" Se há uma relação de longo prazo de compra de soja no Brasil, por que não fazê-la em reais? É melhor do que dólar, porque se sai do risco cambial", acredita o economista. "E o chinês vai ter segurança
em negociar em reais, porque teríamos o swap agreement". E este poderia ser o principal veículo que acentuaria as discussões sobre a recriação de uma bolsa brasileira com eficácia e liquidez suficientes para se referenciar os preços da oleaginosa nacional no mercado internacional.

Fonte: Notícias Agrícolas



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Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .