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Estabelecendo a pastagem Parte 1

Data: quinta, 15 de março de 2018 - Hora: 17:15

A abordagem neste artigo se dará com base nas diferentes etapas de um programa de implantação da pastagem e os procedimentos padrões de cada etapa.

Esclareço de inicio que nem todas as etapas aqui apresentadas farão parte de um programa em todas as situações de implantação da pastagem, mas são as possíveis. O importante é o técnico conhecê-las e ficar atento àquelas que serão realizadas em uma situação especifica para então avaliar se os procedimentos padrões de cada etapa serão seguidos e realizados.

Para o desenvolvimento deste artigo foram tomadas como referências as condições climáticas do município de Uberaba, localizado no bioma Cerrado, no Triângulo Mineiro, Estado de Minas Gerais, na latitude S 19º 44´, na longitude W 47º 57´, a 780 metros de altitude em relação ao nível do mar, onde, historicamente, mais de 85% das chuvas são distribuídas entre os meses de outubro e março, com precipitação media anual de 1.589 mm e temperatura de 21,9º C (NORMAIS CLIMATOLÓGICAS ..., DNMET, 1992). Em sua região você deverá conhecer as normais climatológicas para então adequar o programa aqui orientado por mim às realidades daí.

1a.) Escolha da área: etapa que deve ser feita no final de uma estação chuvosa (por exemplo, para Uberaba seria em março), para definir qual área será implantada na estação chuvosa seguinte (novembro/dezembro). É importante definir uma área cujo tamanho sua formação seja factível com a estrutura de máquinas, implementos, veículos e mão-de-obra, disponíveis na propriedade, além da "janela" de plantio imposta pelas condições climáticas da região.

2a.) Medida e mapeamento da área: se a área a ser implantada ainda não foi medida, esta deverá ser feita e elaborado um mapa, pois todas as etapas seguintes só poderão ser planejadas conhecendo-se o tamanho da área com exatidão. Por exemplo, as definições de quantas máquinas, implementos e veículos serão necessários; as horas trabalhadas por cada um nas diferentes operações, tais como conservação, correção e preparo do solo; semeadura, controle de plantas invasoras e de pragas; a necessidade de mão-de-obra (dias-homem); definir a "janela" de trabalho, estabelecendo os prazos para inicio e término da programação. Além deste tipo de programação, chamado aqui de "orçamento físico", com base neste calcula-se o "orçamento econômico", ou seja, os investimentos, os custos e as despesas. Esta etapa deve estar concluída até abril.

3a.) Amostragem e análise de solo: mesmo que, por alguma razão (econômica, cultural, de logística, etc.), o produtor não fará a correção e a adubação do solo, o resultado de análise de solo dará suporte à decisão de escolha da espécie forrageira que se adaptará às condições daqueles solos em questão. Esta etapa deve estar concluída até abril.

4a.) Estudo das condições ambientais - clima, solo, pragas e doenças: para o estudo das condições climáticas o técnico tem como fonte de informação a publicação do INMET que apresenta valores das normais climatológicas referentes ao período de 1961 a 1990 de 209 estações meteorológicas (atualmente são 394) com médias históricas para 9 parâmetros (atualmente são 29) (NORMAIS CLIMATOLÓGICAS ..., DNMET, 1992).

Para o estudo dos solos, o técnico tem como fonte de informação o mapa de solos da EMBRAPA que traz 42 classes de solos e suas associações (EMBRAPA, 2015; CERRADO, 2002). Identificada a classe que predomina na região onde se encontra a propriedade basta ao técnico recorrer aos livros de solos e estudar as características daquela classe em questão. Depois amostrar o solo na área em questão para a análise laboratorial.


Para o estudo das pragas e doenças que aparecem na região o técnico deverá conversar com pessoas que vivem e trabalham na região, tais como os produtores, os técnicos, os pesquisadores, pessoal das revendas de produtos agropecuários etc, e depois recorrer à literatura especializada. Esta etapa deve estar concluída até maio.

5a.) Escolha da espécie forrageira: para maiores detalhes sobre esta orientação sugiro a leitura dos artigos publicados na "Coluna Santo Capim" nas duas últimas edições e do artigo "Critérios científicos e técnicos para a escolha da espécie forrageira" para o estabelecimento da pastagem. Esta etapa é realizada junto com a quarta etapa.

6a.) Planejamento do programa de implantação da pastagem: concluídas as cinco etapas anteriores, faz-se o planejamento das operações necessárias, seu início e final; das quantidades de insumos (corretivos, adubos, sementes, inseticidas, herbicidas); dos serviços (calagem, adubação, semeadura, aplicação de pesticidas ...), das máquinas, implementos e veículos necessários; faz-se as cotações, a compra, o transporte e o armazenamento de insumos. Esta etapa deve estar concluída até final de junho.

7a.) Execução do programa: uma vez concluída a sexta etapa, coloca-se o planejado em execução. A execução deve ter inicio até julho. Na próxima edição o programa de estabelecimento da pastagem será concluído com o passo a passo da etapa de execução.

Por: Adilson de Paula Almeida Aguiar
Zootecnista, professor de Forragicultura e Nutrição Animal no curso de Agronomia e de Forragicultura e de Pastagens e Plantas Forrageiras no curso de Zootecnia das Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU); Consultor Associado da CONSUPEC - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda; investidor nas atividades de pecuária de corte e de leite.

Fonte: Scot Consultoria



Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .