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Camaquã classifica mais oito finalistas para o Freio de Ouro

Data: domingo, 10 de junho de 2018 - Hora: 16:56

Seletiva teve quatro dias de disputa acirrada e que premiou égua de Vacaria e cavalo de Cruzeiro do Sul

Quatro dias e muitas etapas até chegar a fase final. Morfologia, Andaduras, Figura, Volta sobre patas e Esbarradas, Mangueira e Campo. Entre os dias 7 e 10 de junho, o Parque de Exposições Dorval Ribeiro, em Camaquã (RS) recebeu, dia após dia, as avaliações que levam mais oito classificados até a final do Freio de Ouro na Expointer 2018. O grupo de finalistas da semifinal da Região Sul terminou liderado pela fêmea Sorte Grande da Boa Vista e pelo macho Único dos Tapes.

Foram 72 inscritos passando pela supervisão do técnico Carlos Marques Gonçalves Neto. No julgamento, a categoria de fêmeas ficou sob a responsabilidade de Jorge Aginelo do Nascimento, Rodrigo Rodrigues Teixeira e Telmo Raimundi Ferreira. Já na categoria dos machos, o trio de jurados foi composto por Douglas Leite Gonçalves, Fábio Muricy Camargo e Rodrigo Albuquerque Py.

Enfrentando as dificuldades naturais de uma prova avaliada em etapas, a categoria das fêmeas vivenciou uma constante troca de posições no decorrer da disputa. Sua vencedora, Sorte Grande da Boa Vista, foi buscando a diferença ponto a ponto, chegando à liderança somente na prova Bayard-Sarmento, penúltima etapa, de onde não saiu mais. Conduzida por Daniel Teixeira, a égua leva o nome do seu criatório, a Fazenda Boa Vista de Vacaria, à grande final.

Já no caso da jornada de Único dos Tapes, a história foi um pouco diferente. Mesmo com a disputa acirrada, o garanhão que representa a Cabanha Seni, de Cruzeiro do Sul, já figurava entre as primeiras posições desde o início das etapas funcionais, de onde conseguiu sair com a liderança ao fim da prova. O cavalo teve a montaria de José Fonseca Macedo.

Na avaliação daqueles que conduziram as rédeas, os primeiros colocados também se destacaram. Daniel Teixeira, nas fêmeas, e José Fonseca Macedo, nos machos, foram eleitos os Ginetes Destaque da semifinal.

O espaço histórico de uma prova como o Freio de Ouro vem sendo conquistado, entre outros fatores, pelo nível de complexidade da avaliação. Durante as etapas que selecionam os animais para a grande final da modalidade, cada detalhe avaliado influencia nos décimos pontuados. Segundo Telmo Ferreira, “são muitos os detalhes que precisam ser observados para que seja feita uma avaliação justa. Além da atenção que nós precisamos ter, a prova é rápida e tem muitos movimentos para observarmos. Muitas vezes acontece de um dos jurados complementar a visão do outro”.

Na avaliação de fêmeas, segundo Telmo, não houve diferença de critérios. O que essencialmente pode mudar no resultado é a diferença de força e resistência dos animais: os machos são fisicamente mais fortes e as éguas são mais resistentes.

Curiosidade para alguns e conhecido por outros, a avaliação durante a Classificatória é feita em etapas que julgam desde a morfologia até a funcionalidade dos animais. Para cada prova, os critérios a serem observados mudam. Dinâmicas, as modalidades funcionais exigem atenção redobrada quando o assunto é julgamento. Habilidade, força, progressão, temperamento, docilidade, habilidade lateral, aptidão vaqueira são algumas dos pontos que o trio de jurados precisa acompanhar durante a execução de cada competidor.

Confira o resultado

FÊMEAS

1º lugar
Sorte Grande da Boa Vista, criador Fazenda Boa Vista e expositor Fábio Camargo, Cabanha Boa Vista, Vacaria/RS
Ginete: Daniel Waihrich Marim Teixeira
Média: 19,488

2º lugar
Ocasião 734 de Nazareth, criador e expositor Luiz Antônio Martins Bastos, Estância Parayso, Uruguaiana/RS
Ginete: Claudio Dos Santos Fagundes
Média: 19,249

3º lugar
Fortuna do Carapuça, criador e expositor Carlos Alberto Pereira de Souza, Cabanha Dom Miguel, Taquari/RS
Ginete: Fábio Teixeira da Silveira
Média: 19,163

4º lugar
Viragro Tirana, criador e expositor Viragro Agropecuária Ltda, Cabanha A Tala, Dom Pedrito/RS
Ginete: José Fonseca Macedo
Média: 19,001

MACHOS

1º lugar
Único dos Tapes, criador João Francisco Bade Wolf e expositor RST Emp. Imob. e Agronegócios Ltda - Me, Cabanha Seni, Cruzeiro do Sul/RS
Ginete: José Fonseca Macedo.
Média: 19,099

2º lugar
Hino da Saff, criadores Ademir e Fábio da Silva e expositores Ademir e Fábio da Silva, Gustavo e Jonathan Desordi, Cabanha Saff e Reponte, Joinville/SC
Ginete: Everton de Deus Valim
Média: 18,703

3º lugar
Quilero Varadero, criador Eduardo Móglia Suñe e expositor Eduardo Móglia Suñe e Jorge Rosas Demiate Júnior, Cabanha Quilero e Cabanha Santo Onofre, Bagé/RS
Ginete: Fábio Teixeira da Silveira
Média: 18,690

4º lugar
Guerreiro do Rolador, criador e expositor Alcides Hammer Schmitt, Sítio Buriti, Santo Cristo/RS
Ginete: Marcio Maciel
Média: 18,575

Fotos: Fagner Almeida/ABCCC/Divulgação
Texto: Julia de Andrade/ABCCC



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Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .