Histórias de Vida

Historias apata de cavalo...Marcha no Uruguai

Data: quarta, 13 de junho de 2018 - Hora: 10:05

Não consiste em girar sobre as patas, não consiste em esbarrar, não consiste em dar uma nota.

Consiste em se superar, consiste em compartilhar, respeitar, saber ser, por 15 dias um só coração entre homem e cavalo.

Se vivenciam coisas que vão mais longe do que andar a cavalo, e essa prova é a MARCHA DE RESISTÊNCIA.
Onde, o cavalo crioulo, deve demonstrar sua função, resistência, e poder de recuperação.

Uma prova muito antiga, nascida em Uruguay, onde por 15 dias deveram ser percorridos 750 km, em várias etapas, de manhã e de tarde, em diversas velocidades e tempos.

Este ano, a tradicional Marcha uruguaia, teve lugar no departamento de Lavalleja, em Minas.

Com uma paisagem muito linda, e com o cerro Arequita de fundo, 51 binômios saíram a percorrer o caminho no dia 27 de maio, tendo seu fim no dia 10 de junho.

Para os "marcheros", percorrer a distância é um grande desafio e uma meta/sonho a cumprir.

Embora não todos conseguiram fazer isso, já que esta marcha, teve 11 abandonos.

Foi a Marcha número 48, e foi em homenagem a Francisco Ferber Folle, mais conhecido como Pancho. Um antigo comissário e apoiador da mesma.
Os filhos dele, estavam muito emocionados, e um deles, fez questão de vivenciar a Marcha em homenagem ao seu pai a cavalo. Ignacio Ferber, de cabanha "La Flechilla", levou duas éguas para acompanhar a homenagem.

Tem quem diz que a emoção da Marcha, está no final, nas etapas livres, onde se vem os "bons" cavalos, em altas velocidades.
Mas, na verdade, a Marcha de resistência tem emoção todos os dias, no companheirismo, na superação, na recuperação depois de cada etapa. Emoção é vivir a marcha, seja de a cavalo, ou até para quem acompanha.

Uma prova única no mundo, que teve sua definição no domingo.
Na categoria maiores, quem levou o primeiro lugar e se consegrando ganhador da 48 Marcha Funcional, foi Dorada Rumbeadora de Estância "El Rumbo", com a monta de Gonzalo Souza. Em segundo lugar ficou Guapaza La Invernada, de Estância "La Invernada", com a monta de Gabriel Farías.

Na categoria menores, quem ficou na liderança, foi "Tape Donostia", de Cabanha "Santa Elena de Guarapiru", com a monta de Gonzalo Cantero, quem rompeu mitos, pois ela, é filha de São Martim Guante (um filho de Nobre Tupambaé), com uma mãe de descendência chilena. O segundo lugar, ficou para Ercilia San Telmo, uma égua de Cabanha San Telmo, de Horacio e Diego De Brum.

Independentemente de resultados, completar os 750 km, fala muita coisa, e podem se considerar todos campeões.

Logo logo, começará a emoção aqui, no Brasil, já que sera dada a largada da "Marcha de Integração", em Aceguá/RS.

Até lá!

Realização e texto : Maria Eduarda Sanes



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