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Embrapa Pecuária Sul comemora 43 anos de atuação nos Campos Sul-brasileiros

Data: quarta, 13 de junho de 2018 - Hora: 10:35

A Embrapa Pecuária Sul está completando 43 anos de atividades. Nessas mais de quatro décadas, o Centro de Pesquisa tem buscado acompanhar de perto as necessidades do setor produtivo, no intuito de atender às demandas dos diferentes setores envolvidos com a pecuária. "A Embrapa acompanhou as mudanças ocorridas na região, adaptando as linhas de pesquisas, o quadro de funcionários e sua infraestrutura para atender às necessidades das cadeias produtivas da bovinocultura de corte, bovinocultura de leite e ovinocultura", ressalta Alexandre Varella, pesquisador e Chefe-Geral da Unidade.

Fundada no município de Bagé-RS, em 13 de junho de 1975, a unidade de pesquisa da Embrapa se destaca por contribuir para a consolidação da pecuária nos Campos Sul-brasileiros, bem como para o aumento da produtividade, qualidade e competividade do setor pecuário. Com uma ampla área de campos experimentais e 121 funcionários, sendo 33 pesquisadores, 20 analistas e 68 assistentes e técnicos, a Embrapa Pecuária Sul atua em diferentes áreas de pesquisa e desenvolvimento em bovinocultura de corte, bovinocultura de leite e ovinocultura. Inúmeras foram as contribuições do centro de pesquisa de Bagé para a pecuária do Brasil. Entre elas, destacam-se diversas tecnologias, serviços e recomendações para o produtor rural.

Entre as contribuições mais recentes destacadas por Varella está, na área de melhoramento genético de forrageiras, o lançamento de cultivares mais adaptadas à região Sul. Recentemente foram lançadas a cultivar Entrevero de trevo-branco, a Posteiro de cornichão, e a Piquete de trevo-vesiculoso, bem como a BRS Estribo de capim-sudão, que hoje já conta com mais de 300 mil hectares de área plantada. Na área de qualidade e ciência da carne, merecem destaque os novos produtos desenvolvidos com carne ovina de animais de descarte e que visam ao aproveitamento integral de carcaça (como presunto cru, hambúrgueres, patês e copa ovinos), e novos cortes de cordeiro. Em breve, tais produtos inéditos deverão estar à disposição dos consumidores, após o lançamento de um edital para previsto para licenciar empresas que farão a confecção destes produtos de carne ovina processada.

Outros trabalhos importantes e que foram desenvolvidos na área de fronteira do conhecimento se referem à utilização da genômica para seleção de animais mais resistentes ao carrapato bovino nas raças Hereford e Braford (e também em andamento para a raça Angus), tendo sido lançado, um catálogo de touros que apresentam resistência genética a este parasito. Alexandre Varella também destaca outras tecnologias que visam a uma pecuária mais competitiva e sustentável, como trabalhos de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o desenvolvimento territorial em apoio à pecuária familiar e o esforço institucional para agregar valor aos produtos diferenciados de origem animal produzidos nos Campos Sul-brasileiros. Também na área de pesquisa-desenvolvimento se destaca o projeto Rede Leite, realizado no noroeste do Rio Grande do Sul, junto a produtores de leite, e o arranjo produtivo local de ovinocultores no Alto Camaquã, que tem elevado a produtividade e a qualidade de vida de agricultores familiares.

"Não podemos deixar de frisar os resultados obtidos com a Rede de Pesquisa Pecuária Sustentável (Pecus), que vem informando sobre a emissão de gases de efeito estufa e sequestro de carbono na pecuária de corte do Rio Grande do Sul, pois são dados que desmistificam a imagem negativa da pecuária brasileira como um grande emissor de gases. Isso é de extrema importância para diferenciação e valorização da carne produzida em nossa região, pois as medições provam justamente o contrário", afirma Varella.

Outras contribuições importantes foram apontadas pelo Chefe-Geral da Embrapa Pecuária Sul, como, por exemplo, as mutações genéticas Booroola e Vacaria para aumento de prolificidade em ovinos das raças Texel, Corriedale e Ile de France; o aplicador seletivo de herbicidas Campo Limpo, que atua no controle de invasoras do campo nativo, o Método Integrado de Recuperação de Pastagens Degradadas (Mirapasto); o Programa Boas Práticas Agropecuárias em Bovinocultura de Corte, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); as Provas de Avaliação a Campo de Reprodutores (PAC), realizadas junto às associações de raça de bovinos de corte e o Observatório da Pecuária de Corte, parceria com o Nespro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que busca analisar informações da cadeia e projetar cenários para a pecuária de corte do estado.

São muitos os trabalhos desenvolvidos pela pesquisa e a transferência de tecnologia da Embrapa Pecuária Sul. Porém, Varella ressalta que ainda há muitos desafios pela frente. "Permanecemos com o desafio de solucionar o problema da Tristeza Parasitária Bovina e o provável movimento da cadeia na busca de uma intensificação sustentável da pecuária. Temos que atentar que a intensificação deve estar atrelada às premissas da sustentabilidade, em que se deve buscar uma produção equilibrada e eficiente, que nem sempre são compatíveis com máximos desempenhos e produtividade", frisa Varella. Outro aspecto mencionado que tem exigido atenção da pesquisa é como a pecuária dos Campos Sul-brasileiros está lidando com a diversificação da produção. "Buscamos antever os cenários e desafios, pois apesar de ainda ser fortemente baseada no campo nativo, que é um diferencial da nossa produção pecuária, vemos nossa região diversificando a matriz produtiva, com a fruticultura, vitivinicultura, oliveiras e lavouras de soja. E a pecuária tem que entrar nesse contexto de forma integrada e eficiente e este é um importante desafio. As demandas são grandes, mas contamos com uma equipe diversificada em conhecimento, muito capacitada e dedicada para encontrarmos as melhores soluções aos produtores e mantermos uma pecuária competitiva, duradoura e que respeite e preserve os recursos naturais disponíveis", finalizou Varella.



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Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .