Histórias de Vida

Um Ginete Vencedor

Filipe Silveira um vencedor..., é conhecido no meio dos campeonatos como "Multicampeão" do Freio de Ouro. Nascido em Jaguarão, hoje com 47 anos mora em Bagé, RS. Casado com Fernanda com quem tem dois filhos, Vitória e João Vitor.

Desde jovem, Filipe tem o cavalo como uma paixão.
"quando eu tinha 12 anos meu pai me deu a minha primeira égua, seu nome era Bailarina Cigana.", ressalta Silveira. a eguá veio de Bagé e foi comprada de Antônio Sá. Com ela Filipe começou sua jornada nos rodeios de Jaguarão, representando a propriedade do seu pai, Carlinho Silveira na zona de Pedras Altas. Antes ele já participava de provas com animais de sua propriedades.

Seu pai começou a pegar gosto pela criação da raça crioula quando Filipe completou 15 anos e juntos deram início ao criatório deles, a cabanha São Carlos, com afixo (SC). Com alguns animais, seis éguas e um cavalo, começaram bem essa caminhada para o sucesso da cabanha SC. As éguas eram todas do famoso criatório do Sr. Jaime Ferreira, o Telho Chico de Jaguarão . Três das éguas se destacavam e as outras eram mais fracas, mas o que chamava a atenção era o cavalo, que tinha como nome Malévo de Bagé, era um cavalo bom funcionalmente. Ele tinha sido ferradura de ouro no Menino de Deus em Porto Alegre. Na época era a única prova funcional antes de começar o Freio de Ouro. "Este cavalo fez uma base muito boa de animais funcionais. Foi um cavalo reprodutor, que fez nosso criador aumentar rápido.", lembra Silveira.

Filipe Criador e Ginete

Filipe sempre acreditou no sonho de criar e domar bons cavalos. "Quando comecei com a Cabanha São Carlos, tinha o sonho de criar animais funcionais, domando e preparando para as competições. E assim, levar o nome do meu criatório para as principais provas.". Para isso, sempre investiu em bons garanhões. "Compramos em Esteio outro cavalo reprodutor que se chamava Alarife de Santo Ângelo. Na compra deste animal que acrescentou na melhora genética funcional, a cabanha SC consegui alcançar o padrão genético que sempre sonhamos".

Em 1992 foi a ano que o afixo "SC" começou a marcar presença nas provas, morfológicas e funcionais, da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). "Neste ano levei a primeira égua da cabanha São Carlos para o Freio de Ouro, seu nome era SC 38. Era domada de muito boa andadura e vaqueira. Essa égua trouxa muitas alegrias para a nossa família.", se orgulha Filipe. Com a égua SC 38, também Ganhou a maior prova da raça na America do Sul, a FICCC em 1993."Eu nunca imaginei que seria o momento de ser ginete como sou até hoje.". Essa vitória foi o que despertou a empolgação em toda a família e todos queriam participar das competições.

Os irmãos de Filipe foram os primeiros a seguir seus passos e a começar a querer participar de provas. Marcos, o caçula da família, foi quem deu início nas competições. Logo, seu pai se envolveu nas provas. Aos poucos toda família foi participando de campeonatos. "Sempre tinha alguém da família que estava presente nas modalidades como: Chasque, Paleteada, Enduro, Prova Feminina, Juvenil.". Foi quando, com todos essas participações, resolveram investir em bons domadores e técnicas de treinamentos."Fui à São Paulo, onde me especializei em cursos de treinador, sempre trazendo o que aprendia para o meu negócio.", ressalta Filipe. A partir daí a SC sempre esteve presente nas provas. "Desde o ano de 1991 a 1997 levei somente animais da marca SC para competir no Freio de Ouro." Filipe carrega com ele uma lembrança que considera ser um marco importante nas provas. "Na época fui o primeiro filho de um criador a competir no Freio de Ouro. Pra mim, isso é um motivo de orgulho. pois, a partir disto, foi aberta a possibilidade para novos ginetes ingressarem nas provas."

Sempre carregando muitas vitórias em provas da raça crioula, foi quando em 1996 eles conheceram um cavalo que veio do Chile que era nada mais e nada menos que o famosos Pozo Azul Deslinde. A história deste cavalo é cheia de vitórias e alegrias, mas a continuação da história em que Filipe começa a competir com esse animal, vai ficar para outra Histórias de vida. As vitórias e tudo o que aconteceu com esse famoso cavalo chileno continuará no próximo artigo.

Patrick Ferreira Corrêa
Jornalista - nº 18816/RS
Telefone: (53) 999 36 3737
e-mail: cosasdelcampojornalista@gmail.com



Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .