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Cordeiro do pampa gaúcho pode conquistar o Brasil

Seminário de Ovinos da Campanha demonstra oportunidades abertas para a atividade.

Sant'Ana do Livramento recebeu nas últimas quinta e sexta-feira (27 e 28) ovinocultores de todo o Rio Grande do Sul para o 5º Seminário de Ovinos da Campanha. Organizado por Sebrae/RS, Associação, Sindicato Rural de Sant'Ana do Livramento e Sistema Farsul e Senar, procurou apresentar temas atuais que estimulem o crescimento da atividade. Gastronomia, mercado da carne, manejo, comercialização e produtividade estiveram na programação.

A iniciativa do Sebrae está ligada ao Programa Juntos Para Competir, parceria com SENAR e FARSUL, concentrando esforços no fortalecimento de grupos de produtores rurais, nas diferentes regiões do Rio Grande do Sul, respeitando os princípios de organização e integração dos elos dos setores envolvidos. O programa nasceu em 2005 com a ovinocultura, informou Giovani Bolzoni, gerente regional do Senar, na abertura do evento. Já o presidente da Associação e Sindicato Rural, Luiz Cláudio Andrade, aproveitou a solenidade para agradecer às entidades parceiras na realização do evento.

"PROCURA-SE CORDEIRO JOVEM QUE COMA CAPIM"

O Portal do Produtor acompanhou a programação de palestras na quinta-feira (27), aberta com a palestra de Roberto Gracellé, coordenador estadual de pecuária de corte e ovinocultura do Sebrae/RS.

A chamada acima, estampada na capa do caderno de gastronomia Paladar, do jornal Estado de São Paulo em abril de 2015, traduz um pouco as condições do mercado de carne ovina. Gracellé enfatizou a necessidade de se apostar no empreendedorismo para fazer o produtor gaúcho se sobressair no país. "Ajustar a linguagem não é mais tarefa de marketing profissional, entidades e imprensa especializada. É de todo ovinocultor moderno", afirma.

Pontua algumas questões importantes a serem consideradas pelo produtor local:

Nossa briga não é por quantidade, mas por qualidade;
Boa parte dos melhores cortes de ovinos não chega nos mercados mais remuneradores;
Nas classes A e B não existe crise, o consumo compra o produto bom pelo preço que for;
Nossos concorrentes, principalmente do Paraná e Mato Grosso do Sul, são mais competentes em chegar nas classes mais altas dos mercados remuneradores;
Tem que olhar pro "pé da vaca" com o mesmo carinho que se olha para o pé de soja. Se utilizarmos o mesmo nível de tecnificação, a soja fica em segundo plano na lucratividade;
Mesclar rotina produtiva com rotina empresarial, projetando o futuro;
Utilizar metodologias empreendedoras na gestão;
Indicadores zootécnicos são obrigação, indicadores econômicos são o diferencial: reais x hectares.

Gracellé traz a experiência do grupo de produtores do município de Quevedos, na região central, que iniciou no Juntos Para Competir com 12 pequenos produtores em 2013, sem que houvesse qualquer tipo de organização e troca de experiência entre eles. Com tecnificação, cursos de qualificação, trabalho de artesanato, participação em eventos e melhoramento genético do rebanho, passaram de 80 cordeiros a 356 em 2016, com possibilidade de ultrapassar 500 em 2017. A associação criada posteriormente proíbe a venda de animais sem nota fiscal, com reflexos na arrecadação do município, o que estimulou a Prefeitura a contratar um veterinário para o atendimento exclusivo das propriedades.

FORTALECIMENTO

Ângelo Aguinaga, diretor regional do Sebrae, mediou a mesa de debate sobre o fortalecimento da ovinocultura, tendo por base a redução significativa do rebanho nas últimas décadas, e provocou os participantes com a pergunta: por que estamos perdendo esta guerra?

Na opinião de Gracellé, "o ovinocultor está desconectado da realidade produtiva e mercadológica". Leonardo Viecelli, consultor do Sebrae/RS, instrutor do Senar e produtor rural em Sant'Ana do Livramento, percebe que as perspectivas estão mudando junto com a chegada das novas gerações de produtores: "a redução se dá pela mudança de perfil do produtor. A geração mais nova não está discutindo escala, mas de qualidade de produção". Atílio Ibargoyen Paiva, produtor de ovinos na Fazenda Las Palomas, em Sant'Ana do Livramento, onde investe em abatedouro e comercialização própria, conclui que os problemas se dão pela desarticulação da cadeia produtiva: "Os atravessadores nos aviltam nos preços. O encurtamento das cadeias podem ser uma saída".


NA COZINHA

Nascido em São Francisco de Paula/RS e radicado em São Paulo, onde possui três restaurantes baseados na culinária gaúcha, o chef Marcos Livi acredita que existe um processo que precisa ser repensado. "Como vamos mudar os hábitos do consumidor do cordeiro? O que devemos fazer para estimular novos hábitos?", questiona.

Relata que na Europa o visitante procura comidas que traduzam a região, o local onde são produzidos os alimentos. "Eu quero mostrar em São Paulo o 'capim', como eles falam. Precisamos mostrar o nosso terroir. A gente tem solo, faz algo diferente", incentiva, lembrando da necessidade de se exibir da forma correta. "Como a gente vai envelopar e apresentar isso ao consumidor? Como vamos nos vender? Vocês estão preocupados com genética, pasto, campo. Quem já falou com o consumidor? Como sabemos que é isso que eles querem?", questões que, segundo ele, precisam ser respondidas.

Livi demonstrou em uma cozinha no palco do Centro de Eventos algumas possibilidades de utilizações do cordeiro nos pratos para o público de alta renda e respondeu perguntas da plateia. Após o final das palestras do dia, 10 trios disputaram o Concurso de assadores. Também o especialista em cortes de carne, Marcelo Bolinha, fez demonstração de cortes para os presentes.


Concurso de Assadores traz gastronomia para dentro do seminário
Foto: Paulo André Dutra/Portal do Produtor

RESULTADOS

Ângelo Aguinaga avalia que o seminário superou todas as expectativas. Com cerca de 500 participantes em dois dias, estiveram presentes excursões do Vale do Taquari, Campos de Cima da Serra, Campanha e Fronteira Oeste. "Vem melhorando ano após ano, cada edição é melhor que a anterior. A gastronomia já é um componente que amplia além do seminário técnico", comenta.

Para o futuro da atividade, enxerga o presente como uma encruzilhada. "Momento agora é de tomar uma decisão. Se a carne ovina vai virar um fator de desenvolvimento e crescer, ou de ficar sempre diminuído e reclamando. É para baixar a cabeça e refletir".

Fonte: Portal do Produtor



Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .