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Cabanha Jotace, uma paixão sem fim

Tudo o que tiver uma pisca de amor, no mínimo que seja, pode ter certeza, que irá dar certo.
É assim, que lá em Uruguaiana, pela década dos 80, estava por surgir uma genética de campeões, mais ainda ninguém sabia.
Juraci, o pai da família, não sabia, que os animais para a lida campeira que estavam na estância, estavam por se despedir, porque na estância começava uma nova etapa.
O filho mais jovem, João, na adolescência, por essas coisas que tem a vida, se apaixona pela raça crioula. Vendo o interesse do filho, Juraci incentivado por Luís Antonio Martins Bastos adquire as primeiras éguas crioulas.
"Primeiras éguas crioulas", que hoje, recebem o nome de matriarcas, com tudo o valor que a palavra possa ter.
BT Carola do Junco, Cacho Castelhana e BT Bandeirante do Junco, elas foram as encarregadas de produzir a genética JOTACE.
Genética que estreia na primavera de 1989, quando o primeiro produto da cabanha é resenhado.
Como tudo nesta vida tem um rumo, e nada acontece por acaso, foi olhando o "Freio de Ouro", que definiu o rumo da cabanha, era isso que eles queriam, estava aí o destino dos cavalos Jotace.
Só que eles olharam, e não imaginavam, que isso, já estava em casa. Que quem decide, é papai do céu, e ele, já tinha decidido por eles.
Foi em 1995, que começam a fazer acontecer, Jotace Badana, pra estrear com o pé direito, consagra-se Freio de Bronze nas fêmeas.
1996, Jotace Barbela, freio de de bronze nas fêmeas, e Jotace Destaque, bronze nos machos.
Ficava então demostrado, que eles podiam, que estavam perto.
Mas... nem tudo sempre é cor de rosa, nem sempre se ganha.
Foram 10 anos consecutivos, que a cabanha Jotace que tão bem tinha começado, não consegue chegar na final do Freio de Ouro. Eles ficavam na etapa das credenciadores, mas não superavam as classificatórias.
Coisa que chamava poderosamente a atenção dos novos criadores, e é então, que começam a fazer um estudo profundo na genética da cabanha, para tentar achar o erro.
Erro que foi encontrado, e muito bem solucionado.
As palmas agora são para Jotace João Balaio, quem consegue, com suas filhas superar a fase "ruim", da Jotace.
E lá vem elas... Jotace Tranca, no ano 2014, traz pra casa, com muita funcionalidade, habilidade, temperamento, e genética, o primeiro ouro para a cabanha. Motivo que já dá para comemorar bastante, pois é o prêmio máximo da raça crioula.
Mas não para por ai não. A irmã inteira, que tinha ficado em casa treinando, mas torcendo pela irmã no ano 2015, se consagra Bocal de Ouro, e Freio de Ouro.
Sim!, assim mesmo, as irmãs, filhas do mesmo pai e mãe, são ouro.
Ouro que é motivo para muito orgulho, satisfação, lágrimas, e sob tudo, para continuar sonhando com os próximos ouros.
Só que como falamos no começo, "tudo o que tiver uma pisca de amor, no mínimo que seja, pode ter certeza, que irá dar certo"... e não a frase que defina mais, este grupo de pessoas que integra a Cabanha Jotace.
"O cavalo crioulo pra nós, é pura paixão!", afirma Daniela Cantarelli, ao falar com Cosas del Campo.
Sempre com o mesmo foco e o mesmo sentimento, é que se transmite de geração em geração.
Hoje, a Martina, filha do casal João e Daniela, é quem faz lembrar aos pais, que tudo nesta vida tem sentido.
Ela, sempre está interessada pela lida, pelos acasalamentos, por saber e estar a par da criação, mas também faz questão de conduzir os animais nas exposições como cabanheira.
E é assim, que a história desta importante cabanha, vai ficando por aqui, sempre com a esperança de que em cada primavera, em cada nascimento, em cada novo acasalamento, em cada novo potro que vai ser domado, ou cavalo que se inicia no treinamento, seja melhor, mais motivante, e mais apaixonante.

Texto: María Eduarda Sanes

Fotos cedidas pela Cabanha Jotace.



Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .