Histórias de Vida

O potro que nasceu com o destino marcado

Gomensoro de Santa Marcia TE
Quatro irmãos... na época três, os quais faziam questão de passar as férias pra fora na casa do tio Kelvin, criador de cavalos crioulos. O que ninguém sabia, é que essas férias estavam cumprindo um cometido: apaixonar os mini visitantes pelo cavalo crioulo.
Só que na época, o pai não tinha a condição de dar para eles o que eles tanto queriam e gostavam, nem tinham campo para tê-los.
Só que para a surpresa dos irmãos... um certo dia o pai chega com uma notícia, melhor dito, um presente para cada um. Três éguas crioulas, compradas numa liquidação de uma cabanha, para eles aproveitarem e curtirem bastante. E assim foi, eles aproveitaram e também só se apaixonaram mais! O tempo seguiu correndo e um dos irmãos, o Flávio decidiu que o que queria para a sua vida, era criar cavalos, era produzir algum dia campeões. A família, adorou a ideia, e não duvidaram um segundo em apoia-lo.
E assim foi, que em um certo remate, compram as primeiras duas éguas: Touro Paso Brilhante e Tete Usura. Éguas que dão origem a CABANHA SANTA MARCIA. Cabanha uruguaia, jovem mais com vontade de fazer acontecer.
Continuando a história... Éguas que com o passar do tempo, se transformaram nas principais éguas da manada, e conjuntamente, se transformou o olhar do Flavio, em um olhar mais técnico, mais estudos, mais minucioso, graças a duas amizades que a vida lhe deu: Paulino Rodrigues e Erasmo Falcão, donos do Índio do Boeiro na época.
Com esse olhar mais técnico, é que a criação da Santa Marcia começa a ter um foco, começa a ter uma linhagem na hora da escolha das mães, dos acasalamentos, e começa a ter...um brilho diferente. E por falar em brilho, o brilho surgia nas manadas numa certa primavera, logo de um planejado projeto.
É a través de uma transferência de embrião, que surge depois de um acasalamento extremamente estudado, um potranco que chamava a atenção de quem olhasse, que no campo podia estar até chovendo mais que com certeza, coloreava o dia de qualquer um.
Ele é GOMENSORO DE SANTA MARCIA, o potro que nasceu com o destino traçado por Deus.
Filho de Jotace Q-Boa e Índio do Boeiro, o pequeno garanhão, estreia nas pistas de Incentivo no ano 2015 com o pé direito, pois ele se consagrava ali o campeão Incentivo.
365 dias se passaram e ele voltou, voltou valendo. Na mesma pista, faz derramar as primeiras lágrimas aos donos, já que estava se consagrando o Campeão de outono da disputada pista do Prado.
Mais assim com o coração cheio de orgulho, a família decide vender ele. Era hora de valorizar o trabalho, de demonstrar que o que é feito com sacrifício e seriedade, TEM SEU VALOR.
Chegou a noite, e o Gomensoro novamente faz história e ele atrai gente de vários lugares na disputa de quem era que ia levar ele para casa. O remate começou, e os lances começaram a se disputar, o Gomensoro estava fazendo história também no Agronegócio do Uruguay pelo valor no qual ele foi comercializado após o som do martelo.
O novo lar dele seria a Argentina, (mesmo a cabanha se reservando de 20%), o seu novo dono, estava com vontade de adquirir um garanhão diferenciado para comandar a manada da nova cabanha que estava criando.
Mais também estava com vontade de seguir a história dele, pois acreditava no brilho do olhar do Gomensoro além de tudo. E assim foi que já foi para novo pais, com o destino marcado: Palermo 2016, onde se consagra Tercer Melhor Macho, motivo de festa para os donos, mais também motivo para não parar, motivo para ir por mais.
E assim chegou 2017, um ano inesperado para Flávio e para todos, mas não impossível para quem sempre acreditou no pai de cima. De costa para os jurados e preocupado com que o Gomensoro se vesse da melhor maneira possível para o olhar deles. O grande momento se aproximava quando o secretário começa a dar os passos rumo a eles: Gomensoro e Flávio viviam um momento único: o cavalo gateado, era o Grande Campeão de Palermo! “Quando é pra ser pra gente, Deus dá uma mãozinha!”, afirma o Flávio emocionado, ao conversar com Cosas del Campo.
E é nesta conversa que ele nos diz: “Isto não pode parar, eu farei o impossível para que cada dia seja melhor!”
2018 está chegando, e os projetos devem continuar, o destino do Gomensoro, é Brasil. É a FICCC 2018, onde se esperam mais alegrias ainda.
Mas não é só Gomensoro, a Cabanha que tão nova conquistou tantas coisas lindas, emocionantes e de encher de orgulho o peito como botar um grande campeão e grande campeã numa mesma exposição, pretende ir por mais.
Os planos pro futuro, é investir um qualidade, e não em quantidade.
Pretendem aparecer nas pistas com filhos e filhas do Gomensoro, e também de outros acasalamentos.
Mais sobre todas as coisas, pretendem demostrar, que quando tem paixão de por meio, que quando se tem seriedade, compromisso, foco, tudo é possível.
Pretendem demonstrar, que quando a gente quer alguma coisa, temos que ir atrás, custe o que custar.
Pretendem demonstrar, que quando a gente quer, a gente faz acontecer.
Pretendem demonstrar, que os limites é a gente que bota.
Pretendem demonstrar, que onde a éguas, potros nascem, e neles, podem estar as vitórias de um amanhã cheio de lágrimas de emoção não muito longe.
Fica nossa homenagem, a esta Cabanha do País vizinho, mais que com certeza, é uma história a ser contada em qualquer lugar do mundo.

Imagens Cabanha Santa Marta
Texto Maria Eduarda Sanes



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Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .