Histórias de Vida

Trajetória sofrida que se transforma em Ouro

Data: domingo, 24 de setembro de 2017 - Hora: 09:49

Quando se fala em cavalo crioulo, é um assunto que vem de berço para o Eduardo Weber de Quadros, ou como todos o conhecem o "Dudu Quadros".
A família dele sempre teve relação com a raça, mais especificamente com o rodeio; onde o menino Dudu na época, se inicia a cavalo. Ele chegou a ser campeão de estão de "laço guri".
Mas em casa, sempre chegavam para o pai revistas e jornais, onde apareciam cavalos com seus ginetes fazendo umas "tais" provas que chamavam muito a atenção do Dudu.
Pouco a pouco, ele não queria saber de ver esses cavalos e essas provas só pelos jornais, pelo contrário, o interesse do menino era tão grande que ele queria fazer parte daquilo.
Foi assim, que a través de dois amigos, Sebastiao e Hugo, que ele começou a entrar no mundo do cavalo crioulo. Pois eles corriam prova, e aquilo era motivo para que em casa com os cavalos de rodeio começasse aos poucos a "treinar" os dele.
"Queria fazer girar os meus cavalos de rodeio", comenta o ginete ao falar com Cosas del Campo.
E foi assim, com seu jeito, treinando um pouco de lá e de cá, que foram ele e seus cavalos correr uma prova, onde para a surpresa de Dudu, consegue o primeiro e o segundo lugar. O que é motivo para que na cabeça dele se confirme que ele queria fazer isso para o resto da vida dele.
Com 14 anos ele recebe seu primeiro convite de trabalho, ele iria treinar na Cabanha Tombini. Alí participa de credenciadoras que serviram de experiência pra ele durante esses quatro anos.
Continuou por ir aprender com o Lindor Collares, e depois graças à experiência e ensinamentos, credenciar sua primeira égua. Égua que até hoje lembra com o carinho do mundo.
Saiu da credenciadora com uma ideia na cabeça... Ideia que vem de sonho de criança, e que nunca abriu mão. Ideia que ele planejava escrevendo nas camisas de rodeio quando criança, e que nunca imaginou que chegasse tão longe, ideia que sempre incluiu o irmão, que já tem vários ouros juvenis guardados.
Essa ideia tem nome e se chama "CT Mano a Mano".
Centro de treinamento que tanto sonhou... Onde derramou as maiores lagrimas de tristeza da vida dele... E claro, onde trabalhou para conquistar o maior sonho: ganhar o Freio de Ouro.
Eduardo confessa que a vida dele teve varias etapas... Algumas boas e outras não tão boas.
Nas etapas "não tão boas", teve momentos que ninguém mandava bicho, teve momentos de não passar nenhum bicho ao Freio de Ouro, e o pior... Teve o pensamento de desistir na cabeça dele.
Só que tem pessoas na vida da gente, que são anjos que estão ali nos segurando à mão de olho em tudo o que fazemos. Na vida do Dudu, ele nos conta que são a família, a sua namorada, e os verdadeiros amigos, quem faz questão de lembrar o Vitor Penner. Foram eles, cada um do seu lugar que fizeram levantar a cabeça, e fazer com que ele não desista nunca.
Assim foi passando o tempo... Novos cavalos chegaram, novos momentos, e novos desafios.
Até chegar 2017... Ano onde Deus escolheu para que Dudu brilhasse.
Começaram as conquistas quando conseguiu por primeira vez começar a classificar os bichos para a grande final. O que não sabia, é que aquela égua que estava dentro dos classificados, tinha construído uma “sinfonia” especial, uma sinfonia que chamaria a atenção de todos, uma sinfonia que faria eles fazer a maior média funcional da raça crioula com a Capanegra Quinta Sinfonia.
Assim foi, que no domingo do Freio de Ouro de 2017, Dudu se deu conta por que ele tinha passado por tudo o que tinha passado... Ele estava demonstrando pra que tinha chegado na grande final, mostrando assim seu trabalho, seu talento, seu caráter.
Ali, se lembrou de cada um dos que apoiou ele, e sobre todas as coisas lembrou-se do pai de lá de cima, quem nunca o abandonou.
"Seguir sendo eu mesmo", é a reflexão que ele tira de tudo isto.
Pois mesmo assim de ele ter atingido o maior sonho da vida dele, ele quer ir por mais, pra demonstrar que nada nesta vida é impossível quando a gente quer.

Texto:Maria Eduarda Sanes
Fotos: arquivos Dudu Quadros



Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .