Histórias de Vida

Nove vezes Campeão, sim nove...

Data: sábado, 18 de novembro de 2017 - Hora: 08:57

Juan Carlos Loaiza, nove vezes Campeão Nacional de rodeio.
Por Arturo Montory G.
 
 
Juan Carlos Loaiza Mac-Leod ginete que representa ao Criadero Santa Isabel, pertencente ao Clube Futrono e a Associação de Rodeio Chileno de Valdivia. Grande parte da sua campanha há tem feito junto a Eduardo "Lalo" Tamayo.
 
A mediados da década de 1980 fazia collera com seu cunhado Eugenio Mendoza. Logo formou um grande equipo do criadero El Tani de seu pai Ernesto Loaiza, e seus dois irmãos, Alejandro e Ernesto e com eles foram finalistas em Rancagua.
A finais do ano 1980 começou a correr junto a Carlos Mondaca de Valdivia, e ganhou seus primeiros dois Campeonatos Nacionais, correu também com Ramon Cardemil Moraga, y Alfonso Navarro U. Por Santa Elba, logo foi ao criatório Santa Isabel em 1992, onde ganhou sete títulos mais junto a Eduardo Tamayo e Luís Eduardo Cortés.
Ademais de ser ginete, Juan Carlos Loaiza, é engenheiro agrícola na Universidade de Chile, sede Temuco, atual universidade da Fronteira.
Ainda contando com este título universitário, nunca exerceu, já que desde jovem tem se dedicado ao rodeio.

Juan Carlos Loaiza nasceu em Lanco, uma comunidade Chilena que fica na Província de Valdivia, na Região de Los Rios. Se viu influenciado na prática do rodeio pelo seu pai, Ernesto Loaiza, quem se dedicava a ser arrumador de cavalos em Melefquén, uma pequena localidade perto de Panguipulli, onde tinha um pequeno criatório de cavalos chilenos, “El Tani”. O nome do criatório foi em homenagem a Estanislao Loayza, um popular boxeador iquiqueño.
 
Ganhou seu primeiro rodeio junto ao seu pai, a quem chama "maestro", em Futrono. Seus começos no rodeio competitivo se remontam aos mediados da década de 1980, quando tratava de se ganhar seu espaço nos corrais mais disputados. Antes de ganhar seus primeiros títulos nacionais estudou Engenharia Agrícola na Universidade de Chile de Temuco, atual Universidade de La Frontera. Durante a estadia na universidade jogava ao futebol numa equipe de Lanco, el "Juventud", jogava como delantero e ia muito bem, incluso o chamaram para jogar profissionalmente em Green Cross, mas preferiu terminar sua carreira e dedicar-se ao rodeio.
 
Formou uma grande collera junto a Eugenio Mendoza, conhecido popularmente como Queño. Juntos começaram a correr de uma maneira distinta, que no se tinha visto nunca antes. Se tratava de "encanchar" o novilho, quer dizer, não corrê-lo pela beira da meia lua, se não que entrar na cancha. Esta maneira de correr foi imitada por muitos ginetes, já que era uma maneira muito mais efetiva. Não por isso, os mais tradicionais não viam com bons olhos está nova maneira de correr já que muitos ginetes exageram a “encaranchada”, e era muito violenta para os animais. Com o pasar dos anos, esses problemas terminaram com a implementação de bandeiras para limitar a entrada dos corredores até muito adentro da cancha.
 
Seu pai, Ernesto Loaiza de profissão "arrumador" de cavalos chilenos e ginete, trabalhava com Edmundo e Victor Piel, propietarios dos criatórios El Quinto y Correltué, onde nasceram el Andrajo e seu filho Roncador. Os filhos de Adrajo foram trabalhados e corridos por Ernesto Loaiza.
Juan Carlos pelos anos 1970 já se destacava na seleção de futebol de Lanco, seu povo. Era delantero, desses fortes na área, fazia goles. Depois se foi pra universidade e ali também ingressou pra seleção de futebol. Ali jogando chegaram dirigentes do equipo profesional de Green Cross de Temuco para oferecer ser parte da instituição.

Dizia Juan Carlos: "Quase todos fazemos o mesmo no campo, e não tem muito entretenimento. Entre elas estava o futebol. Não era tão ruim. Joguei pela cidade de Lanco, ali fui seleccionado e também na universidade”.

Quando este desparecida equipe profesional o quis levar, Loaiza tinha sua decisão já tomada. Não importava cuanto nem como tinham oferecido, sua vida não poderia estar longe dos cavalos, sua paixão desde pequeno, essa que o ensinou seu pai, um homem também de rodeio que se dedicava a arrumar estes animais. Disse não a proposta.
Mas o futebol não foi a única atividade que conseguiu desviar este campeão. Teve que estudar e conseguir um título universitário, papel que nunca usaria na sua vida. "Aí está ponderado", diz, com ironia. "Minha mãe insistiu em que estudasse, e para não levar a contra eu estudei". Sempre tive dúvidas. Por exemplo, ingressei pra educação física e quando fui a tomar as matérias difíceis me troquei de carreira, engenheira agrícola, porque assim estaria em contato com o campo. "Me formei e dei essa satisfação para os meus velhos", assegura.
Assim chegou ao rodeio, e o primeiro que fez foi montar com seu pai, com quem ganhou seu primeiro torneio. De ali em diante vieram as vitórias, esses que o locaram a se consagrar como o melhor expositor de esse esporte nos últimos tempos.
Para muitos, o melhor da história do rodeio.
 
 Campeonatos:
1° -1987-J. C. Loaiza y C. Mondaca em Papayero y Rico Raco (Propietario de los  potros era Carlos Mondaca)
2° -1988- J. C. Loaiza y C. Mondaca em Papayero y Rico Raco
3° -1994- J. C. Loaiza y E. Tamayo em Esbelta y Escandalosa (Propietario de las demás colleras criadero Santa Isabel)
4° -2000- J. C. Loaiza y E. Tamayo em Talento y Escorpión
5° -2001- J. C. Loaiza y L. E. Cortes em Banquero y Batuco
6° -2002-J. C. Loaiza y E. Tamayo em Talento y Almendra
7° -2007-J. C. Loaiza y E. Tamayo em Talento y Fiestera
8° -2012-J.C. Loaiza y E. Tamayo em Cantora y Alabanza
9° -2014- J. C. Loaiza y E. Tamayo em Delicada T.E. y Dulzura T.E.
 
Vice campeonatos:
-1983- J.C. Loaiza y Eugenio Mendoza, em "Barbeta" y "Relincho"
-1995- J. C. Loaiza y Ricardo de la Fuente, em "Es Cosa" y "Escolta"
-1998- J. C. Loaiza y Eduardo Tamayo, em "Estirpe" y "Escoria"
-1999- J. C. Loaiza y Eduardo Tamayo, em "Talento" y "Escorpión"
-2003- J. C Loaiza y Eduardo Tamayo, em "Estimulada" y "Barricada"
-2004- J. C. Loaiza y Eduardo Tamayo, em "Estimulada" y "Barricada"
 
Terceiros campeonatos:
-1986- J. C. Loaiza y Eugenio Mendoza, em "Tranquerita" y "Morena Ingrata"
-1996- J. C. Loaiza y Eduardo Tamayo, em "Es Cosa" y "Escorpión"
-2011- J. C. Loaiza y Eduardo Tamayo, em "Fantástico" y "Galanteo"
-2015- J. C. Loaiza y Eduardo Tamayo, em "Dulzura" y "Delicada"

Fotos: arquivos



Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .