Histórias de Vida

Revivendo "Uma prova que move paixões"

Data: quinta, 30 de novembro de 2017 - Hora: 10:04

Jineteada lida bruta, daquelas antigas, daquelas que se faziam nas estancias por lazer, honrando a tradição. Tradição que se perpetuou no tempo, de geração em geração.
Cosas del Campo, queria saber como era tudo isso, como tudo começou, como tudo continuou, e como ainda segue viva a mesma paixão.
Fomos nada mais e nada menos que falar com aquela pessoa que dentro da jineteada conta a emoção daquele momento. Fomos falar com um relator, que a 25 anos leva no sangue uma paixão única: a jineteada. Ele é o Xiru Azambuja, esposo da Roberta, sua companheira de vida.
1992, ano onde ele lembra que a paixão da vida dele começava, ele pegava por primeira vez um microfone para relatar uma jineteada.
O Bageense nos conta que muita agua correu na atividade, muitas coisas mudaram, e afirma que hoje a jineteada é mais profissional, pois faz questão de dizer que a de antes era mais campeira, quem montava eram apenas os homens de campo. Hoje em dia cidadãos que não vivem a lida diária no campo são ginetes profissionais, comenta.

Na vida dele ele agradece por ter visto do melhor e do "não tão bom", assegura que tem tropilhas espetacularmente lindas que marcaram a retina dele. Uma delas a "Tropilha da Floresta", do Dr. Reinaldo Menezes; a qual ainda segue viva com mais de 50 anos de historia.

Mas não foi somente cavalos que ficaram gravados na retina dele, também foram momentos, foram montas que fizeram ele alguma lagrima derramar. "Monta na Arena do Herval", no CTG Minuano, de Pierre Rocha. Emocionado comenta que a garanta chega a "se fechar de emoção!".

Uruguai, Argentina, Paraguai... A voz do relator recorreu vários CTG, e atravessou fronteiras onde ficam momentos marcados, pois assegura que cada pais tem seu encanto, teu seu forte, tem uma coisa que faz diferente cada um do outro sem se esquecer da mesma paixão pelos potros e aporreados.

É assim então que com esta paixão dos potros e aporreados, Xiru se orgulha de fazer parte deste movimento que conta a historia do país, que conta a trajetória de um caminho que ainda continua se escrevendo graças ao sentimento transmitido de geração em geração, porque faz questão de dizer que ainda fica muita gente que honra a tradição.

A pergunta que nunca quer calar... Pra aqueles que começam, qual é o caminho? "Se espelhar, tomar os bons exemplos; e claro, HUMILDADE, pra tudo... Ela é a encarregada de nos levar a qualquer lugar."

Texto: Maria Eduarda Sanes



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