Histórias de Vida

"Revivendo" Uma peleia interminável!

Data: quinta, 7 de dezembro de 2017 - Hora: 19:07

Por ir em busca dos sonhos, escolheu o que queria para sua vida.
Uma profissão difícil, que a entrega completa é fundamental, assim como nunca se dar por vencido.
Domar, treinar, chegar no Freio de Ouro, era isso o que o Marcos Braga Silveira queria.
Formado em Agronomia, pai de um casal, João Manuel e Helena, e casado com Mariane Py Silveira.
Ele por escolha, decidiu se entregar por completa a vida da lida com cavalos, quem recalca que não foi fácil, e muitas vezes, a frustração jogou em contra.
Cosas del Campo, foi falar com ele para descobrir esta linda história, cheia de emoções, sacrifício, e trabalho.
"Desde que me conheço por gente, gosto de andar a cavalo, da lida com eles", remarca Marcos.
O ginete é o irmão mais novo do Freio de Ouro Filipe Silveira, quem serviu sempre de exemplo para ele. Mas também muito incentivado pelo pai, quem nunca abriu mão de que ele fosse atrás dos sonhos, que fosse atrás do que ele queria. Motivo de eterna gratidão de parte do Marcos.
Quando pequeno, na estância, começou domando um "petiço lobuno", lembra. Além de sempre andar ajudando na volta do pessoal.
E foi no CTG, Rincão da Fronteira, que ele estreou assim como brincando. Ele fazia questão de participar nas pequenas provas que tinham por lá. Provas que até hoje lembra, já que serviram de incentivo para continuar.
Continuar... mas sempre com uma peleia grande: os estudos. Que o pai não abria mão deles.
Mas nas férias, dava para dar uma treinada e arrumar as malas para ir pra a estância. Pois era o melhor: aprendia da lida do campo, aprendia a treinar, e aprendia da "lida da vida", quem o pai fazia questão de dar: ser respeitoso, educado, honesto, pois ele remarcava que seriam os valores que iam acompanha-lo a vida toda.
E foi em um treino e outro, que as pistas deixavam de ser brincadeira, chegava o Freio Jovem. Já não eram as provas do CTG. O Marcos estreava na grande pista de Esteio.
Passo o tempo, vieram as parcerias com o irmão.
Quando estreava o "Primeiro Campeonato Nacional de Paleteadas", estreava junto com ele, a dupla. Dupla que consagrou-se duas vezes grande campeã.
O tempo passou, e entre cavalo e cavalo, chegou a primeira credenciada. Uma égua do pai dele.
Momento que o Marcos lembra com muito carinho, pois estava se dando conta, que tudo era possível. Que os esforços não eram atoa.
Tudo era possível mais deveria de seguir treinando... E assim foi, os treinos continuaram, muitos cavalos chegaram, e as expectativas do Freio de Ouro aumentaram, além de chegar, ele queria agora estar no domingo do Freio de Ouro.
Claro, para isso, deveria de classificar antes do que nada, e disputar a peleia.
Assim foi, o Marcos conseguiu chegar no Freio com dois cavalos. Uma égua, e um cavalo.
O Marcos estava esperançado com a égua, até pensava que ia ganhar o Freio de Ouro. Todas as expectativas estavam nela.
Mas nem tudo é como a gente quer. Para a surpresa do novato ginete, a égua, não andou tão bem, e quem permitiu chegar no domingo, foi o cavalo. Só que, como ele estava esperançado com a égua, ele não comemorou o que tanto queria que era chegar no domingo. Ficou frustrado, ao souber que a égua, no domingo iria ficar na cocheira.
Hoje Marcos, assim como nos conta tudo isto, ele diz: "Olhando para trás, eu vejo como eu errei em não ter comemorado aquele momento, pois era uma vitória. Tudo mundo sabe quanto é difícil chegar no domingo!". Seguindo a história, a volta do ginete para casa não foi fácil, pois ele voltou muito frustrado com o que ele tinha experimentado nesse final de semana.
Mas como o amor move montanhas, graças ao apoio da família, e de sua companheira de vida Mariane, ele seguiu em frente, ele seguiu em busca dos sonhos, era só uma mala passagem, e tudo melhoraria.
2008 chegou com tudo, é momento de carregar o pingo rumo a Esteio, pois ele iria a participar no Bocal de Ouro. Final de semana que prometia grandes emoções. Para a surpresa dele, na consagrada pista, se consagra Bocal de Bronze, e ginete destaque. Voltou para casa muito esperançado. Voltou para casa com a sensação de dever cumprido, de que não estava tão longe.
Os anos passam, e a desilusão volta a aparecer, dessa vez, numa classificatória em Brasilia, quando não consegue classificar um cavalo.
Momento marcante, triste na sua vida.
"Até pensei em desistir de treinar, achei que aquilo não era o meu!", expressa o Marcos.
Mais em casa, o Marcos não podia chegar com lágrimas. O trabalho estava esperando por ele. Não sei se trabalho, pois quem estava esperando mesmo, era a turma de alunos da escolinha que ele tinha formado com a esposa, (na sua propriedade que com tanto sacrifício ele conseguiu).
Escolinha para a gurizada aprender encima dos cavalos. E não é que aprenderam mesmo?
Hoje alguns alunos do "Tio Marcos", andam em Esteio, competindo e participando.
Falando em hoje, e olhando o tempo que se passou, frustrações marcaram na vida dele sim. Más também tem muitos motivos para se orgulhar. Ganhou vários prêmios em diversos redomões, e hoje grande quantidade dos animais do Freio tem a sua doma. Mas além disso, Marcos carrega várias responsabilidades.
Continuar um criatório para os filhos, que vem do pai dele. Criatório que é em base a sangues funcionais, sangues de Freio de Ouro. Que dá bastante alegrias para ele, pois a filha, já está demostrando "que sangue não é agua!", participando do Freio Jovem. Seguindo nas responsabilidades, não podemos esquecer, o motivo de por que ele escolheu esta profissão: ir em busca dos seus sonhos.
Marcos hoje, no mês de agosto, no ano de 2017, está no de Freio de Ouro, com dois animais.
Lá estará a família apoiando. O seu irmão, ajudando, torcendo, como ele fez um dia. Os filhos, orgulhosos do exemplo que o pai é.
E lá estarão os pingos, esperando a ordem do ginete, pra entrar na pista e arrasar.
Pois a peleia, jamais pode parar.


Texto: María Eduarda Sanes.
Fotos cedidas pelo ginete.



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Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .