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O uso do arame liso em cercas rurais

Data: sexta, 23 de fevereiro de 2018 - Hora: 17:42

A escolha correta do arame para a construção de cercas rurais está diretamente associada à eficiência e à redução dos custos de produção. Neste contexto, o conhecimento das características deste insumo é crucial para uma alocação condizente com a atividade a ser exercida pelo produtor.

Uma série de fatores deve ser avaliada pelo pecuarista para garantir a escolha do arame adequado às suas necessidades, tais como diâmetro, galvanização e carga de ruptura ou resistência à tração.

A qualidade é garantida pela fabricação de acordo com as normas ABNT e por materiais com durabilidade, acabamento e facilidade de desenrolamento e manuseio.

Em geral, arames farpados suportam uma menor carga, variando de 250 a 350 kgf (quilograma-força), enquanto que, os lisos requerem maior tensão e alcançam uma carga de ruptura de 700 Kgf.

Sendo assim, o arame liso é o mais utilizado na pecuária de corte. É importante o pecuarista ter em mente que o número de fios, bem como o espaçamento entre eles, é direcionado pela espécie bovina, taxa de lotação e peso dos animais.

Se a construção de cerca de arame liso for destinada à produção de animais de pequeno porte, a força de contenção deverá ser de até 400 kgf. Todavia, recomendam-se arames com, aproximadamente, 700 kgf para a criação de animais adultos. Destaque para as raças zebuínas, que em comparação com o gado europeu, requerem arames mais resistentes.

Outro fator a ser analisado é a declividade da região. É recomendado utilizar o arame liso em terrenos planos de acordo com a possibilidade de estirar a longas distâncias. Por outro lado, em áreas declivosas, o arame farpado garante a construção em curvas e desníveis sem comprometer a qualidade da cerca.

Além do que já foi pontuado, a conservação dos arames lisos é garantida por meio de camadas de galvanização que certificam a proteção dos fios à corrosão, principalmente, em ambientes agressivos, como áreas litorâneas, alagadiças, com chuva ácida ou sob constante aplicação de adubos e defensivos agrícolas.

O arame também pode ser usado para a construção de currais, sendo conhecido como cordoalha e reduz o custo de produção em cerca de 50% em relação ao curral de madeira convencional. Normalmente, a cordoalha é composta por sete fios de arame, apresenta uma carga mínima de ruptura de 2500 kgf e alta durabilidade por ser revestida com camadas espessas de zinco. O preço nominal da cordoalha chegou a ser seis vezes maior em relação ao arame liso em novembro de 2017.

O comércio de arames é feito por rolos ou "bolas", normalmente de 1000, 500 ou 400 metros, sendo classificados também pelo diâmetro em milímetros. Segundo dados dos Índices PINI de Custos de Edificações (IPCE), o custo de construção de uma cerca convencional de arame liso de quatro fios, com mourões de eucalipto tratado espaçados de 8 em 8 metros e balancins garapeira, é de R$ 10.420,00/km.

Considerações Finais

Ser cuidadoso com as cercas é um bom conselho, pois representam um custo elevado para as propriedades pecuárias. A eficiência da cerca traduz um conjunto formado por construção correta e alinhamento com mourões bem fixados. Além da implantação adequada, a escolha dos materiais deve ser condizente ao seu uso para a longevidade da benfeitoria.

Dentre os principais benefícios do arame liso, podem-se citar a resistência ao impacto dos animais, facilidade de manuseio, segurança, economia pela possibilidade do distanciamento entre mourões e a não ocorrência de machucados no couro do gado, fato recorrente quando se utiliza arame farpado.

Fonte: Scot Consultoria
Por: Marina Malzoni

Engenheira Agrônoma - Universidade de São Paulo - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - ESALQ/USP



Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .