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Processo para obtenção da IG do Queijo Artesanal Serrano entra na fase final

O processo para obtenção da Indicação Geográfica (IG) do Queijo Artesanal Serrano (QAS) entra em sua fase final nesta semana. Na sexta-feira, (04/08), acontece em Lages o Seminário de Indicação Geográfica (IG), quando será entregue ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o pedido de registro que reúne toda a documentação que vai embasar a avaliação da concessão. O evento ocorre no Orion Parque Tecnológico da Serra Catarinense, a partir das 14h30.

A Indicação Geográfica é uma forma de valorização do produto de uma região ou território, cuja procedência adquiriu notoriedade em decorrência do modo de saber fazer, das características ambientais, incluindo fatores naturais e humanos. Os doces de Pelotas são exemplo clássico de IG. No caso do QAS, produtores e suas associações definiram por solicitar uma IG na modalidade de Denominação de Origem (DO). Caso seja concedida pelo INPI, essa será a primeira certificação desta natureza para queijos do Brasil.

A entrega da solicitação de registro aos representantes da INPI será feita pela Federação das Associações de Produtores de Queijo Artesanal Serrano de SC e RS (Faproqas), instituição que demandou a obtenção da certificação. Todo o processo de solicitação da IG foi coordenado pela Epagri/SC, através da Gerência Regional e Estação Experimental de Lages, e pela Emater/RS-Ascar. Participaram também produtores e suas entidades representativas. O trabalho teve apoio financeiro e técnico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

CARACTERÍSTICAS ÚNICAS
A região geográfica delimitada como produtora do QAS, denominada Campos de Cima da Serra, compreende 17 municípios da Serra Catarinense e 15 da região Nordeste do RS, totalizando 34 mil km2. São aproximados 3,5 mil pecuaristas familiares que produzem o queijo, utilizando o leite das vacas de corte. Ele faz parte da tradição, da alimentação e da renda das famílias da região desde 1700. É um pedaço da história que reúne características únicas, como o saber fazer que cruzou o Atlântico com os portugueses e que vem sendo transmitido de geração a geração por mais de dois séculos. Além disso, é produzido num território com características de solo e de clima que são únicas no Brasil, caracterizando-se como um produto terroir, sem possibilidades de ser produzido da mesma forma em outras regiões.

Considerado mais antigo do Rio Grande Sul, já que os primeiros registros datam de 1831, o Queijo Serrano é 100% artesanal. “A característica que o difere é ser feito a partir do leite cru de vacas de corte, sem a necessidade de pasteurização, produzido em pequena escala nas próprias fazendas, cujo sistema de produção é baseado na preservação dos campos nativos, valorizando o ambiente, a beleza das paisagens e a cultura do homem serrano”, avalia Jaime Ries, zootecnista e assistente técnico estadual em Leite da Emater/RS-Ascar.

A Faproqas saiu em busca da IG com objetivos claros, entre eles aumentar o valor agregado ao produto. Eles esperam que a concessão da Indicação também estimule investimentos na área de produção, com valorização das propriedades, apoio ao turismo, elevação do padrão tecnológico e oferta de emprego. Criar vínculo de confiança com o consumidor, aumentar a competitividade no mercado e evitar a concorrência desleal também são metas a serem alcançadas com a certificação.

Além destas e de outras vantagens técnicas e econômicas, a concessão da IG do Queijo Artesanal Serrano vai dar uma contribuição inédita para a preservação de valores culturais e históricos dos moradores dos Campos de Cima da Serra.

Serviço
• O que: Seminário de Indicação Geográfica (IG) e entrega do dossiê final para solicitação da Indicação Geográfica do Queijo Artesanal Serrano;
• Quando: sexta-feira, 4 de agosto, a partir das 14h30min;
• Onde: Orion Parque Tecnológico da Serra Catarinense;

Informações para a imprensa
Gisele Dias



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