Histórias de Vida

"O cavalo que foi relinchar no céu"

Rodopio de São Pedro.

Em 1990 nascia um novo criatório na raça crioula: "A Cabanha Dom Alberto".
Criatório que começa com a paixão pela raça do Fernando..., a qual o motiva a comprar animais, pois ele queria ter os seus, sentir na pele a emoção que tinham os outros.
No começo tudo muito sem rumo, ele era novo e ainda não sabia muito.
Mas logo, começou o direcionamento da mesma: animais lindos de boa função.
Mas como tudo tem seu tempo, no começo foi meio sem resultados, o que o motivo para o criador vender seu plantel do começo e decidir a comprar novas mães que já estivessem comprovadas tanto morfologicamente como funcionalmente, pois acreditava que as mães são a base de tudo. Isso aconteceu no ano de 2005, mas com a certeza de que o investimento iria trazer resultados a futuro.
Mas não bastava somente com mães, deveria de existir um garanhão que estivesse à altura delas, e escolher um, é difícil, amerita ao estudo e profunda búsqueda para não errar.
E como nada acontece por acaso, foi numa Expointer no ano de 2009, que nas pistas morfológicas o "Rodopio de São Pedro", estava na disputa pelo grande campeonato.
Ele... que já conhecia as pistas, que sabia o que era vencer, pois tinha sido Freio de Ouro no ano 2008, e Freio de Bonze FICCC no ano 2009.
Enquanto o Rodopio estava na pista mostrando todo seu encanto, o mate estava rolando na arquibancada, desta vez entre o técnico Alexandre Suñé, Fernando e o filho dele, Alberto.
O motivo da conversa: a possibilidade de comprar o cavalo, pois ele estava à venda.
O técnico acessorou o Fernando e o filho, e já não ficavam dúvidas, ali estava o garanhão que precisavam as éguas de manada da Dom Alberto.
E assim foi, o Rodopio logo terminada a Expointer, teria uma nova casa.
Uma casa onde estavam todos apaixonados por ele, que até já tinham marcado uma foto familiar das gerações para receber o mais novo garanhão da Cabanha Dom Alberto. Era um motivo mais, pra unir a família em torno a um mesmo sentimento: o amor pelo cavalo crioulo.
Sem duvida, a primeira coisa que fizeram foi botar ele na manada, motivo para que toda a família estivesse ansiosa para ver os pequenos do grande pai.
Passado ese tempo, tentam correr duas vezes mais o Freio de Ouro com ele, mais infelizmente por essas coisas que tem a vida, não foi possível...
Não foi possível isso, mas em casa ele já estava fazendo acontecer!
Para a alegria da família, ele não só apaixonou com sua produção, como comprovou ela, botando filhas e filhos na final da morfologia e em treinamento para o Freio!
Mas tudo nesta vida tem um rumo, tem um propósito. O do Rodopio foi com certeza fazer no coração da família Dom Alberto um lugar muito privilegiado, um lugar que ninguém poderá rechear, e no dia 22 de julho, trocou as pastagens da terra pra ir relinchar, esbarrar, e correr vaca lá no céu. Um momento de tristeza para a família, principalmente do Fernando, que eram os olhos dele, era o cavalo dos seus sonhos.
"Não era somente um cavalo!", expressa o criador ao falar com Cosas del Campo.
Mas tem uma coisa, que já é realidade, já é motivo para começar a se emocionar de alegria e orgulho novamente, pois ficam os filhos, como é o caso de Dom Alberto Carapuça que já está em treinamento para o ciclo de 2018, "um cavalo diferente", e ficam as boas lembranças, fica todo o amor que ele brindou, fica a certeza de que ele guiará os filhos para serem igual, ou melhor.

Texto: Maria Eduarda Sanes.
Fotos: arquivo Cabanha Don Alberto.



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