Histórias de Vida

Um caminho de humildade e fé.

Data: sábado, 28 de outubro de 2017 - Hora: 19:28

Primeiro Freio de Ouro, no ano 1982, estreavam ali cavalos diferentes e junto com eles ginetes diferentes. Ginetes que seriam motivo de inspiração para muitos com o passar do tempo.
Assim é o caso do menino Zeca, que quando o pai ia para as provas, ele ficava só na expectativa em casa, fazendo suas provas também com cavalos de brinquedo, e ginetes improvisados, mas que levavam o nome dos ginetes campeões, pois ele apaixonado pelas provas.
José Fonseca Macedo, tem 37 anos, e é ginete Freio de Ouro a vários anos, mas até isso acontecer, muitas passaram no meio, o bom é revivei-las para lembrar que cada passo foi importante.
Com 2 anos, e apenas dando alguns passos sozinho, o moço já fazia questão de comandar as rédeas. E assim foi, daí ninguém tirou ele, e daí surgiu sua grande paixão: montar, treinar, domar cavalos.
No ano 1985, com 6 anos, ele decide partir pra as pistas no “moro velho”, cavalo “das confiança” do pequeno, cavalo que termina morrendo com 34 anos.
Mas... confiança e segurança, era o que é precisava para seguir no caminho que estava escolhendo, mais por isso não era motivo para se preocupar, isso o piá já tinha de sobra.
Os primeiros ídolos do menino, eram os ginetes da época, pois ele olhava e admirava muito eles quando o pai participava da Parte Campeira do Freio de Ouro, quem anos depois, preside a Comissão de Provas Funcionais, e daí tanta ligação com honrosa prova.
O relógio seguiu correndo, os dias passando, e junto com eles a garra para participar de provas. Com 13 anos e que decide participar da primeira credenciadora em Arroio Grande, na qual ficou em segundo lugar, compartindo a última corrida de vaca com o ginete que até o acompanha nas pistas, o Milton Castro. Mas foi isso que aconteceu, foi a participação, pois ele não conseguiu passar dessa etapa, e essa mesma história se repete alguma que outra vez.
Até que aparece uma grande ajuda na sua profissional, botando agora um fator fundamental na hora de treinar: a técnica. Jango Salgado chegava na vida de Zeca a través de um curso com um grande cometido: ensina-lo para fazê-lo brilhar. Vários cursos, vários estágios, vários cavalos, até chegar a hora de brilhar sozinho.
2000... Agosto se aproximava, e essa vez, nada de ficar em casa, dessa vez era hora de disputar a final do Freio de Ouro, momento ansiado pelo ginete, pois é uma coisa muito difícil de conseguir.
2004... hoje o “pior” lugar que ficou no Freio, o ginete, que depois de tanto treinamento, dedicação, foco e trabalho, se consagrava Freio de Bronze.
2006... um ano que tal vez o Zeca, sonhava desde pequeno, um ano que sabia que algum dia ele ia tingir, que não esforços para logra-lo, sim, num agosto de 2006, o ginete se consagrava Freio de OURO. O primeiro de quatro que ele tem hoje, além de 3 pratas, e dois bronzes.
Motivo que o ginete só olha pra cima e agradece, motivo que hoje só enche o peito de orgulho. A peleia não foi fácil, mas ele acreditava nela, acreditava que chegaria, acreditava em cada vez que entrava numa mangueira cheia de gente e tirava o chapéu pra fazer o sinal da cruz, e pedir a Deus que o acompanhasse uma vez mais.
Hoje ele olha pra trás, e se dá conta que nada disso ele teria logrado sem o apoio e incentivo de muita gente, principalmente da família, que é o principal incentivo.
O pai sempre fez questão de incentivá-lo, junto com o avó. Hoje ele tenta fazer o mesmo com os filhos, que quando faz isso ele sente um laço diferente ali, pois eles gostam daquilo que o pai transmite.
Ganhar o Freio de Ouro, envolve um montão de coisas para Zeca, pois ele conversando com nós, nos diz que tem um fator fundamental nisto: amor pelo trabalho. E é o que não falta nele, ele todos os dias agradece por trabalhar com isto, agradece por todas as oportunidades que a vida lhe deu.
Agosto chegou novamente, e os pingos estão esperando ser carregados para as cocheiras de Esteio, estão esperando a vibração de mangueira e da arquibancada, estão esperando uma carícia do ginete.
Os filhos, estão esperando para torcer e se encher de orgulho...
Os donos dos animais, estão esperando ver os resultados daquele trabalho, daquele confiança depositada...
E ele? O que está esperando? Que espera Zeca?
Zeca espera que o coração aguente um agosto mais, um final de semana mais, espera que Deus o ajude a enfrentar cada obstáculo que esse final de semana tem, para ir em busca de resultados, de um ouro, de um prata, de um bronze, ou simplesmente de uma caricia ao coração de saber que está no caminho certo...

Texto: María Eduarda Sanes.
Foto arquivo Zeca Macedo.



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