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Cabanha El Chiripá

Data: domingo, 29 de outubro de 2017 - Hora: 11:59

A estancia do avô que se transformou no berço dos campeões.

A Cabanha El Chiripá, da família Montans Ferrando, está localizada na localidade de Caraguatá no pais vizinho Uruguai. Cabanha que ano que vem comemora seus trinta anos de criação.

Mas para chegar a quase trinta anos de criação, muita seleção foi precisa, muito aprendizado, e claro, bons cavalos.
Para conhecer um pouco mais desta história, fomos falar com Juan Montans, proprietário da mesma, quem nos abriu as portas e nos contou detalhe por detalhe desta emocionante história de amor pelo cavalo crioulo.

"Princesa" ...assim se chamava a primeira égua da cabanha, comprada pelo casal (na época noivos), para andar e aproveitar os finais de semana, égua que acharam “linda” e por isso compraram. Mas como todos sabemos, o amor pelo cavalo, seja ele qual for, é contagiante, é uma luz que se ascende, muito difícil de apagar. E este caso não é a exceção...
Uma égua não era suficiente. Eles além de andar, ensilhar, e aproveitar... queriam criar.

Criar... a aventura mais grande da vida deles, uma viagem que tem rumo e que sempre se conhecem coisas novas.
Tudo começou com três éguas "de manada", compradas em uma fera que se realizava em "Melilla" logo após terminadas as exposições de outono ou primavera no prado. No caso, os sangues eram provenientes de Ponce de León, criador famoso da região.

Na época, era tudo muito novo, tudo muito pelo azar, ainda sem muito conhecimento. Porém, entre tantas coisas que a raça proporciona, ela proporciona amizades, amizades das verdadeiras, daquelas que aconselham o melhor caminho.
E foi na FICCC de Palermo do ano 89, que compraram seu primeiro garanhão com indicação de grandes criadores, o qual prometia fazer um grande aporte a cabanha, usaram três anos, e começou junto as três éguas que tinham comprado, a produção da "Cabanha El Chiripá", produção que segue até o dia de hoje, enchendo de satisfação e orgulho.

E falando em satisfação e orgulho, nós fomos perguntar para o Juan "Qual foi a primeira satisfação?" para nossa surpresa, a resposta foi:
"Criar... criar é a primeira satisfação, decisão que surgiu a partir de uma simples égua". Ele nos comenta que é uma atividade que involucra a família toda, uma atividade que gera um sentimento realmente único.
Mas essa satisfação, logo se materializou em resultados, em grandes campeonatos. Como foi a vez de Camelia Caraguatá, o primeiro produto da criação em chegar a grande pista do Prado no ano 1999 e conquistar o campeonato de fêmeas, logo foi fazer parte da manada, dando filha e neta grandes campeãs.
Tudo isso só foi possível graças ao continuo estudo da raça, de sempre querer saber e estar por dentro de tudo o que acontecia nela. Esteio começou a ser uma cita infatível todos os anos, entre outras atividades, sempre em busca de mais conhecimento, claro.

Pronto chegou a hora de usar sangues brasileiras e argentinas, daquelas que eles olhavam nas grandes pistas de Esteio e Palermo; mas para isso acontecer Juan nos conta que tiveram que ter uma base de mães sólida, para ter a certeza de que esse passo que estavam dando, ia dar certo. Assim usaram BT Rubí, um filho de BT Lucero, Amigazo Tabaco Rubio, entre outras. Sempre na busca de acasalamentos certos, sempre na busca de materializar a satisfação de criar com resultados nas pistas.

E assim foram passando os anos, muitas éguas passaram, muitos garanhões marcaram a diferença, muitos momentos e lágrimas de alegria vão ficando na memória de Juan, Cecília e seus filhos. Hoje já são dez campeonatos do Prado ganhos, com a certeza que não estão longe do caminho certo, aconselhando sempre a quem começa a criar que aproveite dessa escolha, que crie o que goste, a raça permite que todos façam isso. Permitiu eles a muitos anos atrás fazer isso, hoje só aproveitam com muita responsabilidade do grande trabalho que fazem, imaginando 30, 40, 50 anos para frente, imaginando novas gerações, imaginando novos sonhos, imaginando novos resultados...

Texto:Maria Eduarda Sanes
Fotos: Cabanha El Chiripa



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Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .