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Arroz , preços baixos reduzem atratividade do produção, mas melhoram consumo 2018

Data: quarta, 10 de janeiro de 2018 - Hora: 10:04

O ano de 2017 termina em situação bem diferente da observada nos últimos seis anos, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Os preços cederam expressivamente no ano, mas não chegaram a ser inferiores ao valor mínimo governamental. Com isso, o governo federal não conseguiu acionar as políticas de intervenções.

Agora, a rentabilidade ao produtor está negativa inclusive sobre os custos operacionais, o que justifica a redução da área com a cultura em praticamente todos os estados produtores. Para complicar, o clima para o plantio e o desenvolvimento das lavouras também foi desfavorável. O lado positivo é que a recuperação da economia e a competitividade do cereal na cesta básica podem alavancar o consumo interno, fazendo com que os estoques de passagem se reduzam, podendo levar à recuperação dos preços.

Segundo dados da equipe de Custos Agrícolas do Cepea, a receita com a venda de arroz na região de Uruguaiana (Rio Grande do Sul) está negativa em certa de 7% sobre os custos operacionais e em quase 30% sobre os custos totais. Os dados mostram, portanto, que a receita não é suficiente nem para arcar com gastos operacionais normais da cultura. Como parâmetro, cenário semelhante havia ocorrido pela última vez no início de 2011, devido à queda de preços com a produção recorde que se encaminhava.

Nesta temporada 2017/18, o semeio no Rio Grande do Sul se estendeu até dezembro e o clima segue, de modo geral, insatisfatório para o desenvolvimento das lavouras. O estado representou metade da área com arroz no Brasil entre 2012/13 e 2016/17 e mais de 2/3 da produção total.

Materia completa Comunicação do Cepea cepea@usp.br.



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