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José Roberto Pires Weber: por que vender gado vivo é um bom negócio?

Data: segunda, 12 de fevereiro de 2018 - Hora: 14:16

O embarque de bovinos em pé é uma forma de financiar a produção, de garantir a manutenção da atividade agropecuária brasileira e a oferta de alimento farto e acessível na mesa do brasileiro.

O impasse jurídico criado nas últimas semanas acerca da venda de gado em pé por via marítima pelo Brasil gerou indignação e revolta em pecuaristas de todo o país e várias dúvidas na população leiga que acompanhou o caso. E não poderia ser diferente.

O embarque de animais aos países do Oriente vem se consolidando como um excelente negócio para os produtores, que tiveram revés em 2017 com baixa nas aquisições pela indústria nacional e consequente queda de preços. Mais do que isso, é uma alternativa adicional fazer renda com animais magros em uma época em que muitas vezes é preciso capital para tocar as lavouras que ladeiam a criação de gado em nossas propriedades. Uma forma de financiar a produção, de garantir a manutenção da atividade agropecuária brasileira e a oferta de alimento farto e acessível na mesa do brasileiro. Porque esse é o objetivo fim do livre mercado: entregar produtos melhores e mais acessíveis à população em diferentes locais do planeta.
Mais do que aspectos econômicos, é preciso explicar à sociedade o porquê da importância de o Brasil manter seus mares abertos para a exportação de animais vivo. O Brasil é hoje berço de genética bovina. Além de produzirmos carne de alta qualidade e exportarmos cortes aos cinco continentes, temos um dos maiores rebanhos do mundo, com precocidade e potencial para acabamento de carcaça ímpares. Por outro lado, temos uma capacidade para abate desses animais limitada frente à pujança nos campos.

Sobre a questão do bem-estar animal , tema que gerou muita controvérsia , é preciso que se diga que a exportação de animais vivos cumpre rigorosamente a legislação em vigor e que é pressuposto essencial para comerciantes que querem continuar operando nesse mercado, já que a carga viva precisa ser entregue ao cliente em condições adequadas para uma terminação eficiente no destino. Para explicar tudo isso e marcar posição clara de contrariedade às decisões judiciais que trancaram uma carga de 25 mil cabeças da Minerva Foods no porto de Santos, a Associação Brasileira de Angus emitiu nota de repúdio para reforçar sua indignação com as decisões judiciais que limitaram o poder de ação da pecuária nacional. Entendemos que esse despacho impõe fortes prejuízos a importadores, empresas e produtores rurais, cidadãos estes que trabalham nos campos com recursos próprios, sem incentivos governamentais, estando à sorte do mercado e suas desventuras.

Pior ainda é ver nossa produção ser atingida por minorias que se valem da falta de conhecimento da sociedade sobre os processos de transporte animal para manipular a opinião pública e fazer valer seus interesses, que em nada estão alinhados com o desenvolvimento do país. Porque mais do que atrapalhar o mercado, essas ações contribuem para denegrir a imagem da pecuária nacional no mercado internacional e levantar suspeita sobre a seriedade das instituições brasileiras.

José Roberto Pires Weber é presidente da Associação Brasileira de Angus



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Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .