Histórias de Vida

" Aprender dos erros, é uma coisa que nos faz crescer..."

Data: domingo, 25 de fevereiro de 2018 - Hora: 09:44

Com 37 anos, hoje ele é casado, e tem uma filha de dois anos, a Luísa.
Formado em Medicina Veterinária, e morando em Santo Antonio da Patrulha. Não poderíamos estar falando de outra pessoa: Cesar Augusto Schell Freire...sim, o "Guto", como todos o conhecemos.
Ele... que é exemplo na arte de treinar cavalos para muitos, e tem tantos Freios de Ouro guardados em casa.

Mas, como foi tudo isso? Como foi chegar até lá?.

Depois de uma conversa com ele, o ginete "ouro"... vamos a contar a trajetória dele, pra você, leitor.
Foi com 5 ou 6 anos que ele montou pela primeira vez, momento que marcou a vida dele, pois se encantou por cavalos e sobre todas as coisas, se encantou pela arte de montar.
"Cavalo é um animal que conquista a todos!", afirma Guto.

Mas enquanto tudo isso acontecia, ele, criança ainda, teve que mudar de cidade com os pais. O que o pai sempre lembra a ele que ficava com febre, adoecido, mole... e tudo isso, era porque não tinha seus cavalos para montar.
Isso tudo, era primário, pois não sabia o que viria depois, a verdadeira paixão da vida dele: O Freio de Ouro. Foi com 13 anos, logo de que o pai adquirisse umas éguas da cabanha Butiá e de que passa-se as férias de Julho com o Marcelo Bertagnolli, que ele assistiu pela primeira vez a prova, e a partir daí, não ficou nenhuma dúvida, era isso o que ele queria fazer: treinar cavalos para o Freio de Ouro. "É isso o que eu quero fazer: ganhar o Freio de Ouro", afirma o menino na época.

Hoje, ele ainda lembra desse momento, e conta os anos, especificamente se passaram 17 anos até conquistar seu primeiro Freio de Ouro.

E como começou tudo? Essa trajetória ao Freio de Ouro?
Dois anos depois de ter assistido a final do Freio de Ouro, e indo todas as férias para a cabanha Butiá, e fazendo cursos de rédeas como por exemplo com Jango Salgado, foi que ele correu a sua primeira credenciadora ao Freio de Ouro, pois ele também lembra, que antes, nos únicos lugares que ele competia era em provas de rodeio, nenhuma prova oficial. Mas... voltando a credenciadora, ele lembra... "Foram horríveis, não consegui nem passar para a segunda fase", lembra. Mas seguiu em frente, seguiu tentando e nunca desistiu.

Novos cavalos e novas oportunidades chagaram...
Como nada acontece por acaso, foi em um leilão, que o pai de Guto compra uma égua prenha de Santa Elba Comediante. Égua que pariu uma fêmea, o RP 01, que iria para a doma de Guto, e o faria correr a primeira final do Freio de Ouro, no ano 2002. 06 anos depois de ter corrido a primeira prova.
Embora entre meio dessa égua, correu outros cavalos, credenciando alguns, mais nunca passando pra grande final.
Foi depois de correr a primeira final do Freio de Ouro, que proprietários de animais se interessaram no trabalho dele, e começaram a mandar cavalos para ele.

Isso fez com que o Guto e o pai dele vendessem seus cavalos, e, começar a treinar só de terceiros.
2005 foi o ano da formatura, e depois dali, foi só pra frente.
2006, 2007, e 2008 foram anos de vários cavalos correndo a grande final. Embora o 2008 tenha sido o ano em que conseguiu passar para o domingo do Freio de Ouro, com uma égua de doma dele.

A partir desse ano, não teve um domingo sem a presença do Guto na grande final.

2010... se consagra como o ginete do ano, correndo 12 animais a grande final.
2011... o grande momento: a conquista do Freio de Ouro, com RC Reclusión da Carapuça.
2012... outro grande momento: a conquista do Freio de Ouro nos machos, com Balaquero do No No Hay.
2014... outro freio de Ouro com Destaque da Maior.
2015... Freio de Bronze com Quinchero de Santa Angélica.
2016... Freio de Prata com Mate Amargo.
Além de 05 anos, como o ginete do ano.

É... vemos aqui, que depois da tormenta, o sol sempre sai.

"Nem tudo sempre é cor de rosa", afirma Guto. Mas ele nunca pensou em desistir, nunca pensou em parar, porque ele estava seguro que era isso que queria para a vida dele.

Ele diz que cada vez que saia de uma prova, tentava olhar naquilo que foi ruim, para não cometer o mesmo erro.
"É muito fácil sair de uma prova botando a culpa nos jurados, no cavalo, ou no gado. Mais o mais importante, e o mais difícil de fazer, e você sair de uma prova pensando no que você errou para que aquilo não tivesse acontecido", diz Guto.

"Aprender dos erros, é uma coisa que nos faz crescer...", afirma.

Mas... vamos falar de coisas lindas? De emoções fortes? Como será que foi para o Guto ter ganhado, conquistado o Freio de Ouro?

"Foi uma emoção indescritível, foi a realização de um sonho que eu lutei durante 17 anos", diz.
"Sem dúvidas que não tem como descrever, você não sabe a dimensão daquilo, você não sabe como viver aquilo!", e a cada conquista, a emoção só crescia.

E terminando... como não poderia ser diferente, qual é o conselho que ele deixa para os que estão iniciando?

"Nunca desistir, sempre ir atrás, sempre buscando melhorar, sempre estar aprendendo", diz Guto, que deixa uma frase para todos... "Na arte equestre tudo que se sabe nada é, comparado ao que se resta aprender".
Lindo tudo isto, né?
É outro exemplo, para todos nós, que é obrigação de parte nossa ir em busca de nossos sonhos.

E como falou Guto...
"Pro passado, muito obrigado!, pro futuro... vamos seguir treinando!"

Aplicável pra tudo, né? Para a vida, para os cavalos, para tudo o que valer a pena...
Borá lá gente, que os sonhos, a gente tem que conquistar!

Texto: Maria Eduarda Sanes



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Nossos Colunistas

Arturo Montory Gajardo

Nací en Cañete provincia de Arauco-Chile en septiembre de 1946, de familia de agricultores y ganaderos. En 1964 mi tío Hernán Anguita Gajardo, estudioso, criador (criadero Paicavi), y dirigente del rodeo escribe artículos en el Anuario de la Asociación de Criadores de Caballares, y me hace participar de ellos, lo que efectuó hasta el año 1970 en que entrega su último artículo. (Hernán Anguita creo el premio Sello de Raza). Ello me hizo aprender muchísimo de caballos, rodeo, arregladores y jinetes antiguos y ya en el año 1966 en una Agenda o libreta pequeña pude escribir y desarrollar en forma ordenada y clasificada por Familias Caballares toda la raza con los ejemplares más importantes, en rodeo, rienda, reproducción, exposiciones, que habían destacado y con premios hasta esa época. No había aun computación, la que llegó en forma masiva a Chile a principios del 1990. Esa agenda la conservo y es la base de todo lo que he escrito después y han pasado 50 años. Luego fui jinete de rodeo, jurado de premio Sello de Raza y Rodeos por muchos años más. En 1990 ya establecido en Santiago, me invitan a participar como columnista en revista Criollos, en octubre de 1991 participo en nacimiento de revista Corraleros escribiendo y dirigiéndola hasta 2005 y luego fundo la revista Tierra de Caballos, la que llevo a Expointer durante algunos años y junto a ello, incentivar a muchos criadores chilenos a conocer y asistir al Freno de Oro, y se produjo un intercambio muy grande y de muy gratos recuerdos para todos. En 2009 fui panelista representando a Chile de “Encuentro de Criadores”, evento que organizaban los criadores gaúchos Joao B. Sa y de Uruguay Luis Pedro Valdés en restorán de la 6° Regiao en Esteio. Me toco en esa ocasión compartir palestra con el famoso Bayard Sarmento Jaques de Jaguarao-Uruguiana, el criador argentino Ramon Maidagan Torres, y el criador uruguayo Diego Landa Dondo, una experiencia inolvidable. En 1997 publique el libro "Caballos Chilenos, Genealogía de una Raza"; en 2000 inicio la colección "Caballos Chilenos, 500 años de Historia", que fueron 9 tomos; en 2012 publico en Internet, están aún vigentes, 5 tomos de libro "Grandes Caballos del Sur de América", que incluye crianzas de Argentina, Brasil, Chile, Uruguay y Paraguay. Me publicaron artículos en Anuario de Brasil y Uruguay. En 2015 publico Tomo I y en 2016 el Tomo II de libro "Reproductores de Pura Raza Chilena", vigente actual. Tengo al aire la web Tierradecaballos.cl; en Facebook web Libro Reproductores de Pura Raza Chilena. He hecho videos en YouTube a nombre de Caballería Araucana TV; criadero Paicavi TV; y Reproductores de Pura Raza Chilena, que van a TV Cable He sido por 13 años columnista de web de Federación del Rodeo y Criadores, Actelemte participo en programa Pelos & Procedencia de radio Tertulia por invitación de mi estimado amigo Rodrigo Alegrete. En diciembre del 2016 fue lanzado el Tomo I de "Historia del Rodeo Chileno", que escribí, y a principio del 2018 se lanza Tomo II y la Historia de la Federación del Rodeo, soy autor de ambos. Tengo un pequeño criadero de caballos chilenos continuando con algunas yeguas antiguas y el nombre de "Paicavi" cuyos ejemplares forman la base del actual del exitoso criadero Peleco, formado por Emilio Lafontaine P. también primo mío, y que ahora pertenece a Rubén Valdebenito Fuica y sus hijos Gustavo y "Panchaco". .