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Colunistas

Artigos sobre o Agro Negócio

Mão de obra no campo: escassa ou sub investida?
Com a demanda mundial de alimentos crescente, conforme a elevação na projeção para a população mundial em 2050, para 9,7 bilhões segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a segmentação de muitas propriedades rurais, forma-se um cenário crescente em exigência por produtividade dentro das mesmas, que conta cada vez mais com a intensificação dos sistemas produtivos por intermédio das pessoas e tecnologias. Vemos cada vez mais as estâncias sendo tecnificadas, com máquinas munidas de computador de bordo, tratores com GPS, balanças digitais e vários outros equipamentos que realmente fazem a diferença nos quesitos produtividade e facilitação do trabalho. Mas será que esforços vêm sendo feitos com relação ao material humano? Tanto as empresas urbanas quanto as empresas do agronegócio são constituídas por vários pilares, como pessoas, gestão, processos, produtos, entre outros. Porém, o pilar pessoas é o que realmente faz com que todos os outros aconteçam, e assim se faz necessário despender mais tempo e concentração para lidar com o assunto. No dia a dia no campo, observamos e escutamos empresários rurais que em sua grande maioria externam sua insatisfação sobre a escassez de mão de obra para o campo, tanto a nível volume de pessoas quanto a qualificação das mesmas. Muitas vezes concentramos nossas energias nos problemas que já estão identificados, mas não será mais produtivo concentrarmos os esforços para criar soluções na construção de uma base sólida pró mão de obra? E a construção desta base sólida no pilar pessoas, talvez possa ser iniciada por coisas bem simples, como: não esquecendo que todos somos seres humanos, independente de sermos lideres ou liderados, temos cada um nossa história, sentimentos e convicções; incluir em nosso repertório o sincero muito obrigado; fazendo um elogio honesto numa atitude bem tomada de um colaborador; verificando se num dia em que o colaborador tiver um comportamento entristecido, se houve algum problema com ele ou com sua família, e se sim o que posso fazer para ajudar; Instituindo reuniões periódicas, proporcionando maior aproximação e comunicação entre os setores administrativo e operacional, partilhando momentos de planejamento da propriedade ou de suas atividades conjuntamente e troca de ideias; Externando os objetivos e metas da propriedade para toda a equipe; Construindo um plano de participação de resultados; Investindo na qualificação dos funcionários; Nas grandes empresas do mundo agrobusiness, a priorização dos investimentos inicia nas pessoas, que quando qualificadas, reconhecidas e motivadas dentro de um ambiente de trabalho adequado e inspirador alavancam os resultados. Convido todas as pessoas que se encontram direta ou indiretamente nesse cenário, para que façamos uma reflexão: - Como se dá a recepção de um novo colaborador dentro da empresa? - Quantas vezes o colaborador foi esclarecido de sua importância no processo produtivo? - Qual é o "combustível" que é oferecido para justificar a exigência em ampliação da produtividade dentro da propriedade? - Quantas vezes ouvimos e consideramos idéias, mesmo que a serem lapidadas, do nosso colaborador? - Já perguntamos ao colaborador o que a empresa representa pra ele? Se fizermos cada um a sua parte, podemos construir um ambiente de trabalho cada vez mais atrativo para as pessoas, onde as mesmas possam assim considerar as empresas do agro pela qual trabalham, um solo fértil na busca por seus objetivos pessoais e profissionais, e que estes objetivos pelo grau de engajamento e participação possam se tornar os mesmos de sua empresa, tornando assim as empresas do Agro cada vez mais competitivas, rentáveis e atrativas de construir carreira. Atentos a essa demanda de qualificação da mão de obra no campo, a Produvet Assessoria fez pelo segundo ano consecutivo, com a parceria da Brasão do Pampa e da Zoetis, o treinamento de capatazes Produvet, criando um canal de valorização e qualificação das pessoas que estão no dia a dia das empresas do agronegócio. Confira no vídeo abaixo como foi essa grande experiência. Adelante pecuária!!!

Mo de obra no campo: escassa ou sub investida?

Histórias de Vida

A Vida no campo como ela é.

Uma história contada em kilómetros
Uruguaio de procedência e tendo como paixão as provas de longas distâncias, nunca pensou que ia percorrer tantos kilómetros. Antes disso, a vida o colocou a prova , como a todo mundo alguma vez o coloca. Ele é Santiago Cabrera, hoje, de 21 anos. Com 14 anos, a estrada da vida o esperava. Assim, tão cedo, teve sair pra trabalhar... era hora de começar a percorrer seu caminho. Seu caminho começa em "La Lucila", reconhecida cabanha de crioulos de resistência do Uruguai, que até então, Santi, como assim acostumam chamá-lo, só conhecia cavalos de carreira. É para sua surpresa que ali, em esse estabelecimento, descobria um novo amor: a raça crioula. (Já que “o cavalo”, não era de agora que era sua paixão). Com isto, cavalos especiais, famosos, que o fizeram percorrer mais que kilómetros, e sem duvidas, o fizeram atingir coisas, que para ele, eram intangíveis. E é quando se fala de cavalos especiais que se lembra de Canuto Molles. Cavalo famoso por sua resistência, velocidade, e poder de recuperação. Segundo Santiago, "diferente aos demais". Não só lhe ensino coisas na prova, se não que também aplicáveis para a vida. "5 o 10 minutos de pausa, não significa que tudo este perdido, tudo é alcançável", assim foi como o deixou demonstrado este animal trás perder duas ferraduras em um Enduro, onde era um dos ponteiros, e assim mesmo, ante este percance, ganharam a prova. Mas Uruguay começou a ficar pequeno para tanto talento, e dedicação pelas coisas. Assim foi que com outro "pingo", se foram ao mundial young rider em Chile, onde o completaram exitosamente com Marche Preso Molles. Santi, não quiz parar por aí.. Esta vez, o destino era Dubai. Com HO Hall Black se foram a participar da HH Sheikh mohammed Cup. E assim... varias carreiras, varios cavalos, varias lembranças. Diferentes enduros, de diversas distancias, de diferentes solos, de diferentes cuidados. "Nada é fácil", diz. Assim o deixa demonstrado a marca de resistência de cavalos crioulos de 750 hm. Porém, a prova que mais gosta de participar. 15 dias de diferentes desafíos todos os dias. E assim, com "diferentes desafios todos os dias" é que Santiago vive a sua vida. Com um sorriso estampado, conquistando novos "pingos", horizontes e caminhos. Lembrando pro mundo "QUE TUDO SE PODE", é só ir "pelo caminho mais certo" muitas vezes o do coração. Tendo muita fé, garra e perseverança. Tendo a certeza dos nossos sonhos, que mais cedo ou mais tarde, por este “Enduro” ou por esta "marcha", que chamamos vida, as coisas se alcança Fotos arquivos: Santiago Cabrera

Uma histria contada em kilmetros

Atravessando Fronteiras

Colunas Internacionais

A velocidade em cavalos
Acredito que, nos anos em que vivi, vi e cavalguei grandes cavalos. Isto último, mais que uma virtude pessoal, atribuo a algum fator fortuito. Mas deixou-me a impressão de saber instantaneamente quando estou na presença de um cavalo diferente. Vi muitos cavalos que me deslumbraram, nas paleteadas a yunta da Muñuela e da Telaraña, Que Lola e Si Sera. Eu pude testemunhar os títulos do Aguaitando. Vi mover o Facón que me lembro de ter descido com um amigo para contar os doze metros que eu havia colocado minhas pernas em uma final em Palermo, fato que me deixou surpreso. Mas há um cavalo que desde que o vi pela primeira vez acordei e ainda hoje não só mantém a minha admiração, mas também é com o amor que me gerou. Ele é Tinajera Miralejos. Lembro me de que foi em um leilão quando alguém me disse que ele tinha tido um desempenho enorme e ele tinha feito 60,5 de 70 possíveis em uma classificatória. Mas não foi até a semifinal em Mendoza que eu não a vi viver e viver. O que um dia, Pedrín Muñoz, a maioria na Argentina conhece este grande amigo, não parece afetar a situação e deixou a sensação de que tudo o que ele queria fazer com Miralejos naquele dia poderia ser alcançado. Mas o destino é mesquinho. Porque em um desempenho um pouco mais normal perde a final quando se move no desmonte e monte. Mas tudo nesta vida tem seu retorno. E não foi necessário esperar tanto tempo, quando a nomeação foi em Montevidéu para a FICCC de 2012. Com grande concordância dos países da FICCC mais o Huasuncho, e o Pistilla, eles deixaram um cenário digno de uma batalha épica. E esse foi o seu dia, coroado campeão da FICCC. Hoje ele está treinando para correr o freio, que seria sua terceira prova. Ele foi finalista em um corral separado, campeão de rédeas da FICCC e veremos como ele escreve este capítulo. Como reprodutor já tem um filho de freio de prata. Seus filhos não só têm a agilidade e boa boca dele, mas eles também possuem uma mansidão surpreendente. Eu nunca andei a cavalo com suas condições, e isso não prejudica a memória das outras celebrações que eu pude escalar. Mas a velocidade e a agilidade do mesmo, a velocidade nos movimentos laterais e a suavidade para colocar as pernas, o que os coloca como poucos, foram as coisas que mais me deslumbraram. Amém da sua nobreza do Grande Cavalo. Mas as coisas não são o resultado da casualidade. Seu pai vem de uma família de cavalos classificados no rodeio chileno. Já seja o Sembrador, para não mencionar o múltiplo campeão de rienda Cachupin ou Cantinita. Mas as mães nesta vida são tudo, Forastera é filha de San Pedro Huaso, cavalo de ótimas condições, Afinao pai, três vezes FZB, e que toda mãe que está presente torna diferente. Sua avó materna foi uma das grandes éguas de Don Victor Esevich, Secretaria da SEPULTURA. Filha do único campeão de rodeio chileno que chegou à Argentina, Quizapu Forastero. Nada acontece só. Acho que até o Miralejos, as coisas tinham uma velocidade, então percebemos que havia uma marcha em alguns "diferentes"...

A velocidade em cavalos

Bem estar Animal

A vida do campo

"Eu seleciono minhas vacas como meus cachorros"
Meus cachorros são Border Collie. Em Anglo-Saxon Collie significa útil. A corrida é provada ser a mais inteligente medida em sua capacidade de interpretar novos slogans em menos de cinco repetições e executá-los na primeira indicação mais de 95% do tempo. A raça nunca teve um padrão morfológico e foi selecionada basicamente por sua funcionalidade. Qual é a minha vaca útil e funcional? Aquele que tem a melhor relação entre o custo de manutenção e a quantidade de quilos de panturrilha produzida por ano, macia para engordar e vender ao mais alto preço de mercado. Eles não têm um fenótipo predeterminado, mas isso é uma conseqüência de sua inter-relação com o meio ambiente em que eles se encontram. Eles são de tipo uniforme e previsíveis na progênie. Eles têm a capacidade de tolerar os erros cometidos, eles são dóceis, de longa vida e devem andar em ciclo baixo nas condições do corpo. Como ruminantes alimentados com forragens fibrosas, eles precisam ter um grande tanque de fermentação (capacidade ruminal). Este processo é uma fonte adicional de calor, que adicionou ao mecanismo de transpiração ambiental e limitado, requer uma boa capacidade pulmonar para a dissipação. Cada estabelecimento é único. Seu meio ambiente não é apenas composto de solo, clima e vegetação, mas também por sua extensão, recursos físicos e econômicos, pela necessidade ou não de obter renda e pela cultura, filosofia e gosto pessoal de sua proprietários Ela varia se for dedicada unicamente à criação ou seja integrada com criação e ou engorda e acabamento. Portanto, cada um deve encontrar sua própria vaca "Collie", a que mais eficientemente interage nesse ambiente dado. Definir o ambiente de cada estabelecimento e / ou empresa não é tarefa de técnicos teóricos em visitas esporádicas ou agentes comerciais ansiosos para vender tecnologia, mas o campista (observador) do seu proprietário e / ou seu gerente e bom senso. Eles devem fazer um grande esforço para estabelecer objetivamente onde eles estão, onde eles querem ir e qual caminho eles vão levar. Eles devem tentar maximizar a utilidade das vantagens comparativas e minimizar o efeito negativo das limitações. Eles devem evitar contradizer as condições ambientais em tudo o que é possível e acompanhá-las em uma coexistência sustentável. Eles devem ouvir aqueles que se queimaram com leite para não chorar. Muita sorte! Por Horacio Vera Fonte: Foro Rural