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Após quatro dias de disputa, o Bocal de Ouro tem seus campeões

Data: domingo, 7 de abril de 2019 - Hora: 14:46

A criação de um exemplar envolve mais do que a paixão pelo animal. Abrange, também, um estudo e uma imersão dentro da genética do Crioulo para, assim, tornar seu investimento vívido, crescente e prolífico. Até perder o ineditismo (ao correr o circuito Freio de Ouro pela primeira vez), os animais têm a chance de entrar para um seleto e histórico grupo: o grupo de vencedores do Bocal de Ouro.

Uma das provas mais tradicionais dentro da linha cronológica do Freio de Ouro, o Bocal foi a primeira classificatória realizada em território brasileiro no ciclo 2019. Ela proporciona 16 vagas para a final da modalidade, durante a programação do Cavalo Crioulo na Expointer, divididas igualmente entre machos e fêmeas que alcancem notas a partir de 18,000. Com início na última quinta-feira, o público expectador observou disputas morfológicas e funcionais, duas das três marcas registradas da raça Crioula.

Os seis jurados, criteriosamente escolhidos pelo Conselho Deliberativo Técnico (CDT), tiveram postos à prova todo seu conhecimento, etapa por etapa, aliando-os a todas as suas vivências dentro do universo da raça. Com muito êxito, todos os conjuntos foram julgados, as éguas por Carlos Marques Gonçalves Neto, Felipe Caccia Maciel e Luiz Martins Bastos Neto; enquanto os machos ficaram sob responsabilidade de Eduardo Móglia Suñé, Federico Arguelles e Luis Rodolfo Machado.

"Fui colocado numa responsabilidade muito grande", disse Luiz Neto, "porque depois de dois anos sem julgar - mesmo estando diretamente envolvido com os jurados - minha primeira Classificatória nesta volta é nada menos que o Bocal de Ouro. Para mim, depois da final do Freio, é a prova mais difícil, pelo nível de desempenho dos conjuntos". Após um biênio presidindo o CDT, o jurado volta à tribuna para ser avaliador e descreve, de maneira clara e precisa, o que foi o evento.

Nivelado por cima e com imprevisibilidade, a competição se acirrava dia após dia, culminando nos títulos de Desavença dos Castanheiros e Abraço do Camboim, que desde o princípio apresentavam boas performances. A promessa de dois animais os quais representam um futuro de abundância de resultados e consagrações refletidas nos valores almejados pela raça.

Fez chuva, fez Sol; teve barro e teve calorão, mas os resistentes conjuntos superaram todas as adversidades climáticas e performaram o seu melhor perante os trios avaliadores. A campeã, Desavença dos Castanheiros, vem da Cabanha dos Castanheiros, de Miguel e Rodrigo Scarpellini Ramos, enquanto Abraço do Camboim, o macho que ocupou a posição mais alta do pódio, é de propriedade de Délcio Pereira e Felipe Martins. Agora, eles entram para não sair mais da lista de vencedores inéditos , a dos que carregam consigo o ouro do Bocal.

Fonte: ABCCC
Foto: Felipe Ulbrich



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