11111111111111O Agronegcio Brasileiro 2028/29

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O Agronegócio Brasileiro 2028/29
por Marcelo Benevenga Sarmento

Data: sexta, 13 de setembro de 2019 - Hora: 14:47

Projeções para o Agronegócio Brasileiro 2028/29: considerações

Em recente palestra ministrada por José Garcia Gasques, do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no dia 17 de julho de 2019, no Auditório da
Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, em Curitiba/PR, foi abordado um
estudo que prevê como estará o agronegócio brasileiro nos próximos 10 anos.
Segundo o estudo, em 2028/29 o Brasil permanecerá entre os maiores
fornecedores de produtos agropecuários, como milho (2° maior fornecedor); soja em
grão (1° maior fornecedor); farelo de soja (2° maior fornecedor); carne bovina (1°
maior fornecedor); carne de porco (4° maior fornecedor) e carne de frango (1° maior
fornecedor). O Brasil fornecerá produtos do agronegócio para mais de 170 países,
trazendo divisas e renda para o setor. Esse dado mostra o enorme potencial do
agronegócio Brasileiro tanto como produtor como exportador de alimentos nas
próximas décadas. É o país do futebol dando sua gigantesca contribuição para a
segurança alimentar global.

A Figura 1 mostra que a área total cultivada com todas as culturas passará de
75 milhões para 85 milhões de hectares, e a expansão da área de grãos será dos
atuais 62 milhões para 72 milhões de hectares neste período. Percebe-se um
importante aumento, porém, o mais relevante é que parte importante dessa expansão
se dará principalmente sobre áreas degradadas, em pousio ou em uso inadequado, o
que reflete diretamente a adoção de tecnologias. Outra parte irá refletir a intensificação
produtiva, que já vem ocorrendo, principalmente nas culturas anuais e áreas com
algum tipo de integração lavoura/pecuária/floresta ou com pastagens cultivadas.
Tecnologias sejam elas novas ou nem tão modernas, desde que bem
utilizadas, aumentam a eficiência dos sistemas produtivos, elevam a produtividade, o
que indiretamente acaba por poupar áreas de vegetação nativa. Benefícios
econômicos e ambientais reais em um país que será nas próximas décadas o principal
fornecedor de alimentos em quantidade e qualidade para o mundo.

A Figura 2 mostra o aumento da contribuição da produtividade total dos fatores
(PTF) no período 2000-2017 em comparação a 1975-2017. A produtividade total dos
fatores (PTF) indica com que eficiência a economia combina a totalidade de seus
recursos para gerar um determinado produto ou serviço. Houve um nítido aumento da
importância do fator capital, leia-se tecnologia e conhecimento aplicado neste período
mais recente. Os fatores terra e trabalho apresentaram uma contribuição
significativamente menor que o capital. Até a década de 80 no agronegócio brasileiro
os fatores terra e trabalho (mão de obra) eram mais importantes na produtividade total
dos fatores. Em relação ao efeito das políticas sobre a Produtividade total dos fatores
(PTF) os maiores impactos serão na pesquisa e nas exportações, setores em que as
elasticidades serão mais significativas na projeção para os próximos 10 anos.
A Função da Produção Agregada (Figura 2) mostrou nitidamente o crescimento
da produção dos seguintes fatores: 72,3% do Capital; 8,3% da Terra; 19,4% do
Trabalho, também no período 2000-2017 em relação a 1975-2017.

Na maioria dos países há enorme limitação de solos e água disponíveis para
agricultura. O Brasil é o único que tem a possibilidade de expansão significativa da
agropecuária, sendo parte importante devido ao uso eficiente da tecnologia e melhoria
dos processos.
Em todos os cenários projetados o Agronegócio Brasileiro destaca-se como
grande produtor e exportador de alimentos. No âmbito energético há amplas
possibilidades de crescimento para o etanol de cana e geração de energia a partir dos
diferentes tipos de resíduos agrícolas e industriais. Logicamente para suprir essa
crescente demanda global temos que manter e melhorar o que vem sendo bem
executado como a intensificação produtiva na agricultura, pecuária e sistemas
integrados bem como aprimorar a gestão nas propriedades e realizar investimentos
em transporte, armazenagem e estradas.

"Se a política e a economia não prejudicarem
ninguém nos segura"
.
Forte abraço a todos.




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