11111111111111Ricardo Wrege: um ginete que corre com o freio quebrado

Expointer 2020

Ricardo Wrege: um ginete que corre com o freio quebrado

Data: sábado, 26 de setembro de 2020 - Hora: 14:34

Com três animais na final do Freio de Ouro 2020, Ricardo Wrege deve fica entre os 14 classificados para correr a final, no domingo, com uma fêmea e um macho. Jaboticaba do Capão Redondo, de sete anos, encerrou a prova de Mangueira I na quinta posição com 19.132 pontos. Já Reservado do Liscano – TE, de seis anos, finalizou a manhã em 4º lugar, com 19.754. O terceiro animal conduzido por ele, RZ Explendor da Carapuça, de sete anos, pontuou 16.086 e está na 28ª posição.  Esta é a quinta vez que Wrege chega a final do Freio de Ouro. 

O médico veterinário de Jaguarão passou por um susto durante a prova de sábado. O freio de Jabuticaba do Capão Redondo quebrou. Mas, a tranquilidade do ginete ao sair da mangueira deixou claro que o incidente em nada atrapalhou o desempenho na prova. A égua foi a que mais pontuou na prova entre as cinco melhores, com 12.042 de média. “Eu diria que isto tinha que ter acontecido para trazer mais emoção e mais adrenalina para a prova ficar mais legal”, comentou Wrege. 

O ginete conta que a pandemia não atrapalhou seu treinamento. Ele ressalta a parceria com os proprietários que mantiveram o investimento que o trouxe à final do Freio de Ouro. “No começo sentimos uma certa insegurança, se deveríamos dar uma apertada no treinamento porque iria sair a competição, ou não porque trancou, e isso talvez tenha atrapalhado o ciclo de classificatórias como um todo”, contou. Segundo ele, isto se refletiu no desempenho das provas, que não foi tão bom quanto o apresentado na Expointer.




“Pudemos dar uma dedicação exclusiva a estes animais da final e isto está refletindo dentro de pista”, disse. 




Sobre o tempo que leva para preparar um cavalo para chegar às finais de uma competição depende década animal, do estágio que o pega e do trabalho de doma. “Eu diria que pelo menos um ano para começar a colher resultados”, garante. Wrege ressalta que quando tem uma liberdade de trocar informações com o domador de um animal, há maior segurança no treinamento. “A gente tem acesso ao que aconteceu na vida do nosso atleta, anterior a chegar a nós e, com isso, é possível prevenir problemas futuro no nosso trabalho”, explicou. 

Sobre características que ele prefere ter num animal com o qual vai competir, Ricardo Wrege explicou que a raça e a prova, é muito complexa e que é preciso muitas características boas em um só animal. “Precisamos ter um cavalo com temperamento e uma cabeça muito boa, de uma morfologia boa, porque senão a gente não chega num nível de competitividade muito alta e com habilidade e instinto vaqueiro muito grandes e muito bem domado e treinado”, disse o ginete.  



Texto: Ieda Risco

Foto: Spolavori|Fotografias 





Apoio: Correaria Deponti, Cabanha Jobim, Terra de Cavalos, Spolavori Fotografias e Rádio Tertúlia.




Venha e participe Conosco!
Deixe seu comentário,
Até a próxima.