11111111111111A cabanha que comeou com um petio colorado

Expointer 2020

A cabanha que começou com um petiço colorado

Data: domingo, 4 de outubro de 2020 - Hora: 11:32

Foi aos cinco anos de idade que um Menino entrou na vida do menino Cássio. Ele ganhou o petiço colorado do tio. Nas férias e feriados, ele e os primos se revezavam no cavalo, que apesar de manso, tinha lá suas manias. Hoje, o homem Cássio, dono da Cabanha Jobim relembra os primeiros galopes e conta sobre o negócio que toca na antiga fazenda dos avós. 

O pai de Cássio sempre teve cavalos no Hipódromo do Cristal, em Porto Alegre. Mas o negócio com a raça crioula pode ter começado por incentivo da mãe. “Com ela acompanhava as provas do Freio de Ouro”, conta. Jobim conta que o pai adquiriu a fazenda que era dos avós maternos, em Santana da Boa Vista, onde sempre teve cavalos e se apaixonou por eles. “Costumo ir uma vez por mês na cabanha, onde tenho o cabanheiro Adão, sua esposa Leda e o caseiro de fé, Abel, meu pessoal de confiança”, destaca. 





Para descrever seu amor pelos animais, Jobim conta que uma semana antes do Freio de Ouro deste ano, foi ao Centro de Treinamento de Volmir Guimarães visitar a égua 5J Hera. “Fiquei com ela um tempo, agradecendo onde ela nos colocou, a história que passamos a ter depois dela se classificar como finalista”, conta, destacando que só quem cria sabe o que é este sentimento. Cássio Jobim diz apreciar tudo que envolve a criação, desde o cruzamento escolhido, o nascimento, desmame, a escolha dos animais que vamos com os quais vai ficar e, também, prepará-los para as provas da raça. “Esse ciclo é apaixonante e viciante”, declara.

O que começou como um hobby, uma paixão, está hoje encravado na sua vida.




  1. “Não tem um dia que eu não converse sobre cavalos com a família, amigos, ginetes, pessoal lá de fora e as redes sociais, que costumo postar bastante fotos e vídeos, respondo perguntas, converso com novos criadores, ...”, conta Jobim. Ele confessa que, como começou seu negócio do nada, cometeu erros “de monte”. “Hoje já começamos a procurar o que queremos: um cavalo manso, funcional e bonito”, afirma. 



Sobre tocar a cabanha em um ano de pandemia e distanciamento social, Jobim conta que a grande mudança foram os cancelamentos das provas de redomão, que costumava participar ativamente, rodeios, e até mesmo o ciclo do Freio de Ouro. “Tivemos que atrasar alguns meses e mediante um trabalho exemplar da ABCCC, acabou saindo e de forma linda e emocionante”, garante. Ele diz ainda que as provas já estão retornando aos poucos, com protocolos de segurança bem rígidos. “O cavalo crioulo não perde seu brilho, pois ele e os ginetes na pista seguem dando seu show”, diz Jobim.

Jobim fala da parceria que tem com o grande amigo Erich Tramontini Grau. “Participamos da maioria das provas de redomão, buscamos estudar os cruzamentos viáveis e hoje nosso projeto já mira os próximos anos”, conta. A 5J Hera, segundo ele, entre tantas que correu prova, foi a que escolheram para exemplo a seguir. “Corremos redomão, prova de ano, prova de dois anos, prova Vaqueiro e, para o ciclo do Freio, o Erich me indicou o Volmir para correr, pois além de amigo, se enquadraria com o tipo da Hera, e deu certo, finalista do Freio 2020!”, comemora. 

E a conversa com Cássio Jobim sobre a cabanha, os amigos e o amor pelo cavalo termina com uma frase de prenúncio de novas conquistas: “A próxima Hera já está separada”.



Texto: Ieda Risco

Foto: Cabanha Jobim 

Apoio: Correaria Deponti, Cabanha Jobim, Terra de Cavalos, Spolavori Fotografias e Rádio Tertúlia




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