11111111111111Freio de Ouro: 40 anos de histria

Freio de Ouro 2021

Freio de Ouro: 40 anos de história

Data: terça, 21 de setembro de 2021 - Hora: 18:12

Foi em 1982 que Vilson Souza montando Itaí Tupambaé, fez história. Foi o ano do primeiro Freio de Ouro, criado e organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos. A principal prova da comunidade crioulista mescla avaliação morfológica e habilidades funcionais, exigindo de ginetes e cavalos, o melhor desempenho em atividades diversas. Doma, resistência, docilidade, aptidão e coragem são colocadas em teste durante cinco dias. 

O que hoje é o Freio de Ouro, começou na década de 70, em Jaguarão. Eram realizadas, até então, exposições morfológicas, que visavam analisar cada animal para determinar os que possuíam mais conformidades com a raça. Contudo, alguns criadores, também preocupados com funcionalidade de seus cavalos, organizaram a 1ª Exposição Funcional, que contou com número limitado de participantes, devido às instalações modestas para sua realização. 

Naquele 1977, muito do que hoje é tradição no Freio de Ouro, teve início. As provas de andaduras, a avaliação do instinto vaqueiro e a velocidade, formaram o tripé inicial. Além disso, nomes importantes como o do tradicionalista Léo Santos Brum foram essenciais para construção até mesmo de exigência como a vestimenta obrigatória dos ginetes para a participação nas provas. 

E como foi previsto pelo primeiro avaliador de funcionais, Flávio Tellechea, em 77, aquela festa do crioulo deveria se expandir e não ficar restrita a Jaguarão. Assim, o então presidente da ABCCC, Gilberto Azambuja Centeno, oficializou o Freio de Ouro como hoje é conhecido em 1982 e o incluiu na agenda oficial de eventos da Expointer. O acesso à competição se daria por classificatórias regionais. Era o ano do cinquentenário da ABCCC.

Com classificatórias realizadas em Jaguarão, Pelotas e Bagé, o primeiro Freio de Ouro da história contou com 12 cavalos inscritos. A aceitação do público foi tão grande que o Freio de Ouro esvaziou os remates, que aconteciam de forma simultânea. Naquele ano, o prêmio principal foi para Vilson Souza e Itaí Tupambaé. Ele, era domador e se consagrou como Ginete de Ouro, termo que denomina o prêmio destinado ao melhor ginete em cada final. Falecido em 2020, Dom Vilson competiu a convite de Oswaldo Pons, da Cabanha Tupambaé. A família de Pons foi protagonista da chegada de cavalos chilenos ao Rio Grande do Sul, colaborando para o aprimoramento da raça, com um dos mais célebres reprodutores crioulos, La Invernada Hornero. 

No ano seguinte, o Freio de Ouro homenageou um dos grandes incentivadores da raça. Foi batizado de Roberto Bastos Tellechea. E após o falecimento de Flávio Bastos Tellechea, o primeiro avaliador funcional também foi homenageado, constando junto com o irmão na denominação da prova, chamada de Flávio e Roberto Bastos Tellechea.

Desde a primeira Exposição Funcional, as provas eram realizadas de forma mista, divididas em categorias distintas. Em 1994, o Freio foi dividido em Categoria Machos e Categoria Fêmeas. Em sua evolução, o Freio passou a contar com Credenciadoras e Classificatórias, até chegar à grande festa da Final. E com crioulos sendo criados por todo o país, as seletivas também são realizadas em Santa Catarina, Paraná e Brasília. Através da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos, Argentina e Uruguai também participam das provas que levam à Final do Freio de Ouro. 

De 1982 até 2021, se consolidaram como avaliação no Freio de Ouro a análise morfológica e as provas funcionais. A primeira, é realizada no começo da final, após os animais serem recebidos no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, e passarem pelo Exame de Admissão. Depois, inicia avalição funcional, com as provas de movimentação (andaduras, figuras, volta sobre pata e esbarrada), mangueira, campo e Bayard/Sarmento.

Neste ano, quando completa 40 edições, a Final do Freio de Ouro será realizada em data distinta da Expointer, pela primeira vez. A razão disto foram os adiamentos e cancelamentos de seletivas em diversas cidades que, por conta da pandemia por corona vírus, adotaram protocolos sanitários rígidos. Além disso, pela mesma razão, será o segundo ano sem público externo nas arquibancadas. 




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