Velhas , cicatrizes como eu !
Macia como alpargatas
Fostes forte como um sovéu de três ramais
Surradas pelo tempo …assim como eu…
Barros e poeiras , não escolhes onde pisar
Em meus pés , me levas a caminhos ..:
Para no tempo certo para mim pensar!!
Marcas de estribos e esporas
Marcada pelas japecangas
“Pingos de sangues das castrações “
Suor do meu tostado
Assim seguimos juntos na lida, dos invernos e verões
Na mistura perfeita , do presente e do passado..
Quando cruzo as pernas , te olho
Mais de perto…rosetas das esporas gastas …
E valorizo mais os nossos tempos…
“De certa forma me vejo em ti
Rugas e cabelos brancos
Pois o tempo nos consome
“Como o sol engole a lua … como a lua , as estrelas esperam o novo dia…
É assim o tempo galopa
Para o fim dos nossos dias!
Este chão que ainda pisamos
Dele brota uma energia
“Tal qual águas das nascentes
Não sei até quando será nosso
Pela insegurança que ora estamos
Mesmo assim viveremos o dia a dia
Cientes que não ficaremos para sementes!
Tupambaé
31.01.2024
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