Seguindo a fórmula de Fangio

Colunista: Cristian Rey

Terça-feira - 05 de maio de 2026

Seguindo a fórmula de Fangio

Disse o mestre Juan Manuel Fangio que primeiro encontrou todas as formas de não ganhar, e quando já não lhe restou nenhuma… começou a ganhar!!


Em uma terça-feira nublada em El Prado, aconteciam as duas séries da prova emblemática da Argentina: os Rodeios. Havia um contingente da Argentina composto por 5 duplas de excelente nível. A delegação do Uruguai era formada por um forte time de La Pacífica. Até o momento, somavam 3 títulos na Argentina. Já a delegação brasileira trazia como principais expoentes os irmãos Caco e Dudu Loureiro, além de Luis Alberto Bastos. Vale destacar que Brasil e Uruguai não contam com competição ativa nesta disciplina.


Mas… ninguém nesse encontro daria um centímetro de vantagem.

O dia começou cedo, com uma primeira série marcada por um gado muito forte. Ficou evidente o domínio dos irmãos Skansi nas lobunas Chola e Cubana. Porém, havia várias duplas que brigariam até o final.

Ao meio-dia houve uma pausa, dando lugar à segunda série da tarde, na qual voltaram a correr outras 10 vacas.



Patricio e Agustín Skansi seguiram demonstrando um rendimento sólido. Há dois anos, essa dupla de irmãos havia sido vice-campeã. Vinham apresentando desempenhos muito regulares, sempre na disputa, mas com pouca sorte. Porém, a simplicidade de “Pato” — um desses talentos que fazem tudo parecer fácil — somada à garra e ao temperamento de Agus, resultaram em um desempenho notável com essas lobunas, verdadeiras craques, alcançando o maior feito que um esportista pode aspirar nessa disciplina.


A surpresa do dia ficou com a dupla vice-campeã: o experiente Juan Manuel López, conhecido mundialmente como “Maca”. Ele já havia atingido seu ponto máximo ao ser campeão ao lado de Esteban Zalazar. Nos últimos tempos vinha competindo com outros parceiros, mas dessa vez apostou e convidou Agostino Bonatti, um jovem e entusiasmado criador.



Montando Perdida Chajasa — filha de Agua de los Campos e Maquena Flaite — correu como se tivesse 30 anos de experiência em rodeio. A pressão da situação não o afetou, e levou o prêmio de melhor égua corredora.

O pódio foi completado em terceiro lugar por uma dupla de La Pacífica, montada por Matías Horta e Juan Salustiano. Já o quarto lugar ficou com Carlos Lorefice (Toto) e Agustín Skansi.


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