O Freio de Ouro FICCC teve uma concorrência muito forte em número e qualidade. Havia representantes do Brasil, Uruguai e Argentina, com binômios premiados nos últimos 4 anos, o que tornava a disputa um verdadeiro encontro de grandes conjuntos.
As fêmeas foram demonstrando muita qualidade à medida que as provas avançavam. Harmonia Açungui, com Fabricio Barbosa, conquistou o Freio de Ouro. Apesar de, na primeira etapa, ter ficado atrás de Índia Envenenada del Chamamé, que parecia ser a favorita. Esse binômio, com Gabriel Marty como ginete, terminou com o Freio de Prata, em uma atuação muito sólida. O restante do pódio foi completado por Belle Porcelana com Daniel Texeira, múltiplo vencedor de diferentes freios, conquistando o Freio de Bronze. O quarto lugar, ou Freio de Alpaca, ficou para o jovem ginete Ricardo Wrege, montando Oferenda da Tamanca.
Mas os machos foram um espetáculo à parte.
Com binômios estrelados e provas muito consistentes, a competição foi se desenhando em altíssimo nível.
Porém… havia Colibrí Matrero. Cinco vezes ganhador do Freio. Isso é a parte estatística, porque eu nunca vi um cavalo que, junto ao seu ginete de sempre, Gabriel Marty, gerasse tanto magnetismo nas pessoas como eles geram. Desde a primeira prova, não era curiosidade, era admiração, carinho e um profundo respeito.
Assim realizaram uma primeira etapa com grandes exercícios. Depois veio uma mangueira superlativa, demonstrando estar intactos. A prova de campo, sem ser decisiva, trouxe alguma complicação.
Chegando ao último dia da FICCC, depois de dias de chuva e frio, surgiu um domingo fresco e ensolarado. Uma mangueira com um gado complicado acabou mexendo nas posições. Sempre com Daniel Texeira em As Malke Fogo de Chão, realizando uma grande atuação na maior parte da prova, o que o colocou em segundo lugar, conquistando o Freio de Prata.
A prova Bayard-Sarmento mostrou Alegre Matrero sempre muito solvente. Chegando à última prova de campo para correr com seu filho Cupertino Corazón, muito bem montado por Pedro Hamm, que correspondeu plenamente à confiança de Gabriel ao escolhê-lo para montá-lo. Fizeram uma atuação em nível superlativo, alcançando médias muito altas.
Mas ainda faltavam correr os conjuntos que vinham em primeiro e segundo lugar. O gado, que até então havia se mostrado colaborativo e manso, lembrou a todos que sempre dependemos da vontade dele.
Não conseguiram a melhor performance. E então aconteceu o que todos tínhamos ido ver: “THE LAST DANCE OF THE GOAT”, terminando com a conquista do prêmio máximo: Freio de Ouro FICCC, pela terceira vez, elevando para seis seus títulos pessoais.
As Malke Fogo de Chão ficou com o Freio de Prata. O Freio de Bronze foi para León Salvaje, com Tomaz Gonçalvez, que mostrou grandes momentos.
O Freio de Alpaca ficou para Pacífico Cupertino Corazón, com Gabriel Marty, que levou ao pódio três filhos de Matrero premiados.
O Freio sempre guarda grandes emoções, e esta esteve nas mãos de alguém que nos acostumou a isso.
Obrigado, Colibrí Matrero.
Fomos espectadores felizes!!
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